A tênue linha entre o real e o virtual

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Com o avanço significativo da internet e seus aplicativos de relacionamento, a linha tênue entre o que é real e o que virtual tem se tornado um tema importante para pais e educadores.
Passamos a compreender a tecnologia como um instrumento indispensável em nossas vidas. Contudo, é importante frisar que mesmo com todo esse avanço é necessário que as interações sociais aconteçam, pois são elas que determinam e constroem em nós o senso de responsabilidade e frustração. Frustração essa que é determinante para que se possa ter consciência de que aquilo que eu quero/que eu posso é muito diferente, e depende do comprometimento e planejamento. Esse limite imposto por situações que não podemos controlar é potencializador se queremos buscar caminhos que nos levem ao nosso objetivo. Na vida virtual, esse caminho não acontece, a frustração não acontece, tudo é imediato e instantâneo.
Portanto, o aprendizado advindo das frustrações nem sempre é negativo, se acreditarmos que algo melhor nos será dado em troca. Agora, se escolhermos viver uma vida de fantasia, como é o caso do mundo virtual, teremos grande chance de, ao nos relacionarmos forçosamente com o mundo real, desenvolver algum sintoma/síndrome, como depressão, ansiedade, transtorno do pânico e, em casos muito complexos, o suicídio. Nesse sentido, é necessário que pais e educadores, em seus lares e na escola, possam alertar seus filhos sobre o mundo virtual e seus perigos. A melhor maneira de viver uma vida feliz é aquela onde o anonimato acontece.
Claudia Luisa Brand, psicóloga

 

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Dependência tecnológica: o que parece ser natural pode ser uma doença

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 Cada vez mais popular, o uso da tecnologia vem mudando paulatinamente o comportamento individual e coletivo, criando novos arranjos sociais e psíquicos. Porém, seu uso excessivo tem levado muitas pessoas a um quadro patológico em que uma das designações é “Dependência Tecnológica”. Isso ocorre quando o uso da internet, jogos, redes sociais se tornam compulsivos, causando prejuízos na vida pessoal, social e profissional, além dos danos à saúde. Para entender melhor, falo um pouco sobre o que é a compulsão; sintomas comuns em outras patologias como a dependência química, o vício em jogos, compras, comida, no TOC e em tantos outros transtornos psíquicos. A compulsão é quando o indivíduo tem um impulso irresistível que leva a repetir um ato independente de sua vontade, isto é, acontece quase automaticamente, sem controle.
A internet, redes sociais e jogos eletrônicos são utilizados como ferramenta para facilitar a comunicação, aliviar a tensão, distração e prazer. Mas quando o usuário perde o controle (sem perceber) da utilização destas ferramentas, promove a facilitação para a dependência. O que inicialmente é para aliviar e dar prazer, pode potencializar o sofrimento e desconforto; é só observar como exemplos o quanto o Whatsapp aumenta a ansiedade quando a resposta a uma mensagem não é imediata; quanto a depressão se acentua quando o indivíduo percebe a vida “perfeita” dos amigos no Facebook; pessoas em bares e restaurantes voltadas aos seus celulares sem interagirem umas com as outras; crianças e jovens disponibilizando a maior parte do seu tempo sozinhos na frente de um vídeo game. Estudos indicam ainda que alguns aspectos estão relacionados a dependência como a baixa autoestima, insegurança, timidez, falta de pró-atividade, como fatores que colaboram para o excesso no uso da internet. Muitas vezes esse uso incontrolável pode provocar desconforto e sentimento de culpa (Young in Azevedo, Nascimento & Souza, 2014).
O que agrava a situação é a dificuldade de percepção dos usuários quanto ao tempo e à necessidade da utilização dos meios tecnológicos e consequentemente o comprometimento de suas atividades. Segundo o psicólogo Cristiano Nabuco, doutor em psiquiatria e coordenador do Grupo de Dependência Tecnológica da Universidade de São Paulo (USP), há oito itens que descrevem exatamente esse uso excessivo já migrando para o que se chamaria de uso patológico:
1. Preocupação excessiva com a internet;
2. Necessidade de aumentar o tempo online para ter a mesma satisfação;
3. Exibir esforços repetidos para diminuir o tempo de uso da tecnologia;
4. Apresentar irritabilidade ou depressão;
5. Quando o uso da internet é restringido, apresentar instabilidade emocional;
6. Ficar mais conectado do que o programado;
7. Ter trabalho e relações sociais em risco;
8. Mentir a respeito da quantidade de horas conectado.
Preste atenção no seu comportamento e das pessoas próximas a você e se necessário busque ajuda profissional para auxiliá-lo na detecção da dependência e no desenvolvimento desta patologia moderna!

Karen Torquato Bronzate, psicóloga

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Tecnologia e desenvolvimento humano

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Vida moderna.
Com um rápido clique tudo acontece. Falo com quem está muito distante, faço compras, fecho negócios, acesso informações, me mantenho atualizado e conectado ao mundo todo. Não há mais fronteiras, somos todos cidadãos do mundo. E tudo isso está na palma da mão, no celular.
Mas, muitas vezes não sei o que está acontecendo bem aqui, embaixo do meu nariz, dentro da minha casa com as pessoas do meu convívio diário ou no meu próprio coração.
Quem ainda faz uma visita a um amigo? Dificilmente se tem tempo para fazer visitas e verdadeiramente conversar, falar da vida, das nossas escolhas, trocar ideias, falar de si e ouvir o outro.
A tecnologia nos consome, as relações acontecem no WhatsApp através de frases curtas e pontuais. Fotos no Instagram ou no Facebook informam o que está acontecendo na nossa vida para os nossos familiares e amigos. Muitas reuniões e conversas importantes não acontecem mais pessoalmente, mas sim pelo Skype.
A solidão é uma presença constante e conhecida por todos, sem exceção. Até mesmo as crianças sofrem deste mal na nossa época atual.
A tecnologia é indispensável para a vida moderna. Um profissional que não utiliza o computador como ferramenta de trabalho hoje em dia está obsoleto. Certamente irá perder em competitividade e eficiência. Não estará conectado ao mundo moderno.
No entanto, até mesmo nosso lazer foi invadido pela tecnologia. Os jogos eletrônicos tomaram um grande espaço na vida de muitas crianças, jovens, adolescentes e adultos, o que tem limitado muito as habilidades sociais na nossa sociedade moderna.
Como resolver conflitos? Bloqueando no Facebook, apagando o histórico? A única forma de resolver conflitos é lidando com eles. É trabalhoso, muitas vezes doloroso, mas sempre enriquecedor.
O ser humano é um ser social, nós precisamos uns dos outros. Nós nos conhecemos através dos relacionamentos, no espelhamento e no confronto com o outro. Só assim geramos calor, energia para viver intensa e plenamente.
Nosso desafio na atualidade? Manter-se atualizado, conectado e usufruir das inúmeras possibilidades que os meios eletrônicos oferecem, e, ainda assim, cultivar o que há de mais humano, o relacionamento.
É o relacionamento humano que torna a vida mais rica, mais complexa e mais bonita de ser vivida.

Patrícia Gimael, psicóloga

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Vida virtual X Vida off-line

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Muitos de nós já nos vimos cenas com várias pessoas reunidas em uma mesa onde todos estão com os olhos fixos no celular; ou vivenciou, com você e o seus filhos em casa, cada um no seu quarto com os olhos fixos na tela de um computador.

Podemos passar horas descrevendo cenas de como todos nós ‘andamos’ vivendo vidas muitos mais virtuais do que nossa vida real; as próprias redes sociais estão repletas de exemplos.

Muitas vezes o mundo virtual pode ser bem mais atraente do que a vida real. Fixar-se neste mundo é muito fácil e rápido, além de gerar prazer, alívio e fuga imediatos para muitas chateações e incômodos da vida real. Pode, por isso, se tornar um problema com consequências reais, como por exemplo deixar de cumprir compromissos, deixar de estudar, de trabalhar, de conviver com a família, com os filhos, namorar, levar a bater o carro, sofrer um acidente. Pode inclusive, sem nos darmos conta, levar à dependência e em casos mais graves precisar até de tratamento médico e psicológico.

Fará muito bem para a nossa saúde física e mental localizar a função off-line dos nossos equipamentos de conexão e usá-la com mais frequência, para nos desligarmos do mundo virtual e vivermos a vida real 100% no presente com todas as emoções reais. Buscar o equilíbrio é sempre a melhor resolução. Do contrário, corremos o risco de nosso status de vida real estar sempre off-line.

Rose Silva, psicóloga

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