A importância de aceitarmos nossos próprios defeitos

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É interessante observar que quando o assunto é defeitos as pessoas costumam se retrair. Embora saibam que os têm, não gostam de expô-los. Se possível gostariam de escondê-los até de si mesmos. Outras, ao serem questionadas sobre seus defeitos, simplesmente não sabem citar mais do que um, talvez para evitar uma “dolorosa” autoanálise.
O ser humano possui tanta dificuldade em lidar com seus defeitos que possui um mecanismo de defesa no qual permite que seus próprios defeitos sejam atribuídos a outras pessoas. Este mecanismo de defesa, na psicologia, chama-se Projeção. A projeção identificada por Freud é uma estratégia que usamos inconscientemente para proteger e defender nosso ego de coisas que realmente não queremos pensar ou lidar e por consequência são projetadas em outra pessoa. Um exemplo que podemos dar é o fato de tratarmos alguém com hostilidade, justificando que a outra pessoa está sendo hostil, quando na verdade ela está agindo normalmente e quem está cometendo hostilidade somos nós.
A projeção é algo perfeitamente normal, no entanto também deveria ser normal falarmos sobre nossos defeitos, assim como falamos de nossas qualidades. Os defeitos não são necessariamente negativos se soubermos utilizá-los para o autoconhecimento. Pessoas que evitam fazer uma análise de seus defeitos possuem pouca consciência de seus próprios processos internos, do seu funcionamento, e facilmente acabam atribuindo a outros o motivo de suas frustrações e fracassos.
É comum nos envergonharmos de nossos defeitos, mas como parte do nosso processo de desenvolvimento, os primeiros e mais importantes passos são reconhecê-los e aceitá-los.
“A base da relação com os próprios defeitos é a sinceridade, a paciência e a perseverança”. (Jorge Waxemberg)

Greice Quelle C. da Costa, psicóloga

Defeito. Será mesmo? Leia mais

 

Estamos em ‘continuum’, em processo de desenvolvimento

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A escrita deste artigo me levou a uma série de questionamentos pessoais. Meu pensamento voou longe e fui parar nos meus próprios pontos de virada. De repente, não mais que de repente, comecei a ouvir uma série de pessoas se dirigirem à minha pessoa como “senhora”. Até mesmo ao telefone a palavra “senhora” está me acompanhando de um tempo para cá. Me questionei, e questionei os outros, com meu jeito descontraído de ser: por que senhora?

Alguns me responderam que esta colocação era uma forma educada de se dirigir à minha pessoa; outros não tiveram resposta, mas eu a tenho: o tempo passou! A realidade é que o tempo passou para mim… para você que lê este artigo… para todos nós; mesmo porque nossa vida não é feita de “on” e “off”, chaves secretas que gostaríamos de ter por vezes. A vida é um “continuum”… e disto vem a compreensão de que é um ponto de virada. Ele é um sinal que me coloca na direção contrária da qual eu estava antes (segundo os dicionários e segundo a vida, é esta a definição).

Se estamos em um “continuum”, sabemos que estamos em processo de desenvolvimento. O embrião evolui para ser o feto, que se tornará o bebê, que será a criança, que sofridamente passará a ser o adolescente, que abrirá espaço para o adulto jovem, que seguirá para a vida adulta e que depois vivenciará seu envelhecimento. São muitos os pontos de virada nestas fases que indubitavelmente nos trazem “perdas” e “ganhos”.

Como psicóloga eu poderia discorrer sobre cada uma destas fases e falar das características e peculiaridades que as acompanham, mas este é um texto reflexivo, e, como eu bem disse, está sendo feito a partir de mim, minhas vivências e experiências. Então vou focar meus pensamentos no interstício destas fases: a adolescência!

Quando se deixa de ser criança e se transforma em adolescente? Até quando vai nossa juventude? Poeticamente diz-se que a juventude é eterna desde que a alma se mantenha jovem.

Quem já chegou à velhice talvez conteste essa colocação – ou não. Tudo dependerá de como você está vivendo as “viradas” de sua vida. E por que consideramos a juventude a melhor fase de nossas vidas? Talvez porque ela seja magia e sedução. Essas duas palavras podem definir bem o que é o melhor momento da vida!

Mas o melhor momento da vida traz dores fortes que serão lembradas eternamente em nossa estória pessoal. A adolescência também traz consigo o seu lado “b”… sua fase não oculta. As modificações em nosso corpo são drásticas e por vezes nossa mente não acompanha este processo, o que faz com que as dores existenciais sejam grandes, um pouco grandes, enormes.

Meninos e meninas vivem este momento de forma diferenciada, tanto física como emocionalmente. Sou tendenciosa a acreditar que as meninas, moças, mulheres acabam sofrendo um pouco mais, pois seu desenvolvimento é mais nítido e rápido.

Hoje, muito frequentemente vejo pais “puxarem” o crescimento de seus filhos. É natural a fala: “ele (a) já tem 12 anos mas está muito regredido(a), imaturo, pra idade!”. Por favor, não digam isso se nenhum problema de ordem maior estiver acontecendo com seus filhos; ele (a) só tem 12 anos e está vivendo a infância. Já parou para pensar que talvez a infância dele não tenha sido roubada? Então, por favor, deixe sua criança ser criança, pois tudo mudará em um piscar de olhos.

A adolescência, um ponto de virada brutal em nossas vidas, nos traz dúvidas e incertezas e com certeza nos deixa marcas por vezes boas e por vezes más. É o momento em que começamos a abandonar laços e vínculos que temos consolidados para fazer outros. É o momento de “amar de paixão”, sim, porque depois o amor tende a ser maduro. É o momento das escolhas voluntárias e involuntárias, amizades eternas, juras secretas, a concretização da frase: “o que você vai ser quando crescer? ”

Pois bem… As escolhas estarão batendo na porta da vida do adolescente, e elas não serão fáceis, mesmo porque o mundo em que vivemos hoje faz com que todo este processo seja muito mais rápido.

Lembro-me do meu próprio questionamento: Elisa, o que você vai ser quando crescer? Eu me tornei psicóloga… E isso parecia ter sido conquistado há pouco tempo atrás. Ledo engano… 25 anos se passaram de minha formatura e 31 anos que deixei a casa de meus pais. Realmente, eu me tornei uma senhora, não vamos ignorar a verdade.

Os fatos acima não me deixam mentir; mas o tornar-se está me fazendo completa em cada fase conquistada em minha vida, em cada ponto de virada, e assim eu espero que seja sempre até o momento em que me seja concedido o ponto final da minha estória.

Elisa M. Neiva de Lima Vieira, psicóloga

Pontos de virada: Quando a única alternativa é seguir em frente. Leia mais

 

 

Nego o ócio, meu neg-ócio é trabalhar!

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São cinco horas da manhã, meu celular tocou, posso dormir mais 15 minutos, penso. Já institucionalizei em minha vida o meu tempo de displicência. Ócio, nem me fale nisso, meu negócio não permite. Estou num ritmo ascendente, mas meu corpo parece não querer concordar. Mesmo institucionalizada, minha displicência pede mais um pouco de relapsidade.
Quando os romanos diziam ócio ou otium, não queriam dizer o mesmo que Domenico de Masi, diziam da atividade intelectual. Quando o negavam, nec-otium ou negócio, diziam da atividade de subsistência da sociedade. Apesar de a palavra ócio estar no conceito de Masi, a criatividade que a adjetiva não deixa margem de dúvida. Ele também tentou institucionalizar o ócio.
As sociedades pós-industriais lidam de modo bem diferente com o ócio. Desde que a preguiça se tornou pecado capital, e o capital tornou-se o Senhor dos homens, o ócio que era praticado em praças, nas ágoras e nos espaços públicos, passou a ser arrolado entre as ocupações e profissões que são aprendidas e regulamentadas nas faculdades e universidades. Necessidade de controle, administração do tempo, aproveitamento do tempo, estrangulamento do tempo, falta de tempo, do tempo livre de ser eu.
Por dois aspectos é preciso refletir sobre esse tempo. Tempo que se não for dado, será subtraído. Nós somos nesse tempo ocupado bem menos do que no tempo que escapa. O lapso, relapso, de sono que meu corpo pede logo cedo e que não dou, se não dou, me submete em um sintoma. Porque eu sou assim, mais no sintoma do que do que onde não sinto, me toma – sintoma, que na sociedade contemporânea funciona como a confissão que absolve o preguiçoso. A depressão, o pânico e suas síndromes. As crises de ansiedade e as agorafobias, agora fobias, descritas nos indexes, DSMs e CIDs. São a licença que temos do Senhor capital para não trabalharmos, para espreguiçarmos, absolvidos pelo sacerdote psi que me oferece suas hóstias sagradas e tarjadas, rivotrilizadas e sertralinadas, lisas, deglutíveis e encapsuladas.
Hoje, mais que ontem, me permito o lapso e procuro entendê-lo como uma mensagem de mim para mim mesmo, me dizendo algo que não sinto mas que me toma. E aprendi a confiar nesse mim mesmo, tão mais eu, que me protege, que me expande, que me aumenta e me redime. Me permito não ser tão escravo da obsessiva necessidade de estar ocupado com algo útil, que de tão utilizado se torna inútil, efêmero, supérfluo. Coisas das quais vou me desapegando. Perder o controle tem me tornado mais autor de mim, menos escravo, menos culpado, menos assujeitado.  Eduardo Antonio Medeiros Souza, psicólogo

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Ócio criativo: possibilidade de ressignificação da vida

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Vivemos num tempo onde é primordial não se perder tempo! Ser produtivo, pró-ativo, dinâmico e workaholic é sinônimo de status e competência numa sociedade embasada nas forças do capitalismo e da produção em massa.

Fruto da pós-modernidade, a Síndrome de Bournot, caracterizada pelo esgotamento mental em virtude do excesso de trabalho, tem ocupado um lugar significativo no ranking de queixas dos consultórios de medicina do trabalho, psiquiatria e psicologia, além de outras queixas comuns ligadas ao sentimento de vazio emocional, falta de sentido da vida, que vem acompanhado por crises de ansiedade, perda da qualidade do sono, sentimentos de angústia e ideias depressivas.

Estar só e gostar de estar só não se encaixa no mundo conectado e em rede que estamos vivendo. Não podemos ficar off nunca, pois se ficamos temos a sensação que perdemos alguma coisa.

O descanso, a quietude, a reflexão, o silêncio, a observação da vida e o ócio passaram a ter significados pejorativos e desqualificantes – pois o importante é estar conectado, não perder oportunidades e ganhar dinheiro! Ou seja, viver transformou-se numa oportunidade de negócio rentável. As relações devem ser lucrativas e destituídas de um alimento pessoal que nutre a alma.

Mas nem sempre foi assim. Na Paris do Século XIX nascia a figura do flâneur, que pode ser definido por aquele que praticam a flânerie como passeios sem rumo pela cidade, descanso nos bancos das praças, caminhadas por prazer, observação das construções, em busca de novas emoções e encontros vivos consigo mesmo, e com o que a cidade lhe oferece. O flâneur tem a cidade como ressignificante da vida e construtora de sua subjetividade, pois permite observar e ser observado, sem a necessidade obrigatória de se produzir nada. Apenas sentir.

Nos dia de hoje, podemos dizer que o flâneur de Paris do Século XIX se assemelha ao conceito pós-moderno de ócio criativo, uma contra-força necessária para o não adoecimento do homem do Século XIX.

Sendo assim, é nesta aparente inatividade que sensações e emoções fazem brotar novas ideias, novas subjetivações, e novas ressignificações da vida.

 

Daniele Passos, psicóloga clínica

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Necessitamos de um tempo para nós

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Nossa atualidade está repleta de possibilidades, no sentido de maior acesso às informações e à construção do conhecimento. No entanto, em uma sociedade marcada por excessos e cobrança na rapidez, o ócio, antes tido como momento de contemplação e valorização da subjetividade, coloca o tempo livre como sinônimo de algo não producente ou como tempo desperdiçado – fator que pode desenvolver no sujeito angústia, culpa, ansiedade ou até mesmo uma depressão por não estar produzindo o que se espera. Um exemplo pela busca frenética em querer ocupar a todo custo o tempo são os pais que querem colocar o filho em todas as atividades possíveis (e impossíveis) para preencher o tempo da criança. Essa criança fica sem a oportunidade para o mais importante, tempo para si. Assim, o ócio seria aquele momento em que se pode ocupar-se de algo desejado, resultado da livre escolha, como passear, estudar, brincar, pensar, namorar… Desses momentos poderão surgir as maiores criações, como uma bela música, um novo jeito de brincar, uma nova forma de ser ou mesmo se reinventar. Enfim, necessitamos de tempo para nós, para o que gostamos e apreciamos. Isso faz parte da saúde como um todo.  Carlos Donizetti de Souza Júnior, psicólogo.

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Permitir-se um momento de ócio é um ato de rebeldia

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Escrever sobre ócio é lançar luz sobre o próprio processo de escrita sobre o ócio. Para escrever algo, é necessário parar. Mais que isso: não basta parar o corpo em uma cadeira e as mãos sobre o teclado, é preciso parar o pensamento em cima de um tema e continuar ali, por um tempo, olhando para ele. É preciso fazer silêncio na sala onde você vai se concentrar para escrever, mas também tem que haver silêncio na sua cabeça. Parar o corpo às vezes não é tão difícil, principalmente depois de um dia de trabalho, seja fora ou dentro de casa. Mas brecar os pensamentos… isso é quase uma arte.

Para escrever esse texto sobre ócio, precisei de vários momentos de “não fazer nada”. Entre aspas, porque nunca se faz exatamente nada. Se você existe, está fazendo alguma coisa. E o ócio é alguma coisa. Você pode não entender o que o Bauman* quis dizer com ‘tempo líquido’, mas em qualquer conversa entre vizinhos no elevador ou no almoço em família falamos muito convictos que as coisas estão mudando muito rápido e o tempo parece estar acelerado. Essa sensação não surge à toa: estamos mesmo muito, mas muito ocupados. Precisamos fazer, precisamos saber, precisamos ter visto todos os memes da semana, precisamos conhecer todas as piadas de whatsapp, saber dos porquês de todas as manifestações que acontecem na avenida Paulista, precisamos entregar aquele relatório, precisamos comprar leite, precisamos… Ficar “sem fazer nada” (vou usar as aspas até convencer você de que não existe fazer nada, tá?), nesse mundo onde reina o “tem que” é quase uma heresia. Como assim você ficou sem redes sociais? Sem assistir TV? Sem fazer academia no seu tempo livre? Ficar “sem fazer nada” é na verdade ficar sem fazer apenas uma coisa: é ficar sem se cobrar de fazer alguma outra coisa que não seja se acalmar e desacelerar.

Permitir-se um momento de ócio é um ato de rebeldia. É uma revolução interna. Permitir-se deitar na grama de um parque num domingo e ficar olhando para as nuvens para ver que formato têm é quase uma ofensa. A quem? Uma ofensa ao modo de vida que levamos, rápido, intenso, tem que, tem que, tem que… Mas tem que parar também. Tem que brecar essa bicicleta que desce sem freio ladeira abaixo. Tem que dizer para si mesmo que não tem que nada. Que eu posso ser dono ou dona do meu tempo e usá-lo como eu quiser. Até com o ócio. Que eu posso ficar pensando na vida, que eu posso pegar álbuns de fotos e ficar horas olhando e lembrando. Isso não é “nada”, é muita coisa. Você vai ver o tanto de pensamento e de sentimento que vai aparecer. Alguém vai dizer que você está ali há um tempão “fazendo nada”. Mas aí você vai sorrir por dentro porque você já vai ter entendido que não existe esse negócio de não fazer nada, que sempre estamos fazendo alguma coisa, nem que seja descansando, dormindo ou tendo um momento de ócio puro.

Exercitar o ócio é exercitar o domínio sobre o que você faz com o seu tempo, mas também é preparar a terra para que ideias brotem. Quando paramos o corpo e aquietamos a mente, começamos a processar as informações. Limpamos a mesa de trabalho para poder trabalhar, lavamos a louça e a pia para poder cozinhar. O mesmo acontece com o processo criativo. É preciso ter espaço livre para que as ideias possam ser vistas, é preciso ter silêncio mental para ouvi-las. É preciso tempo para que elas tomem forma, para que você anote, coloque aquela ideia à prova… Alguém vai argumentar que precisamos de estímulo para que as ideias surjam. É verdade! Como a planta precisa de água! Mas estímulo demais afoga a ideia. É preciso cuidar da ideia. Podar. Colocar mais estímulos. Deixar ela quietinha um tempo. Voltar depois.

Foi assim com esse texto. Pensei nele tomando banho, enquanto lavava louça, enquanto estava no ponto de ônibus “fazendo nada” (já posso deixar as aspas de lado?). Anotei algumas coisas. Esqueci do texto por um tempo, enquanto estava descendo a ladeira dos compromissos. Percebi que precisava brecar de novo e ignorei redes sociais por uns dias. O silêncio foi chegando. Reguei as plantas da casa e as ideias foram voltando. Varri a sala. Deitei no sofá. Li algumas páginas de um livro, escrevi um pouco. Trabalhei bastante, cansei muito, me inundei de informação. Dormi. Lavei a louça, arrumei a casa, abri espaço na mesa e sentei. Pronto: as ideias já estavam brotando. Agora é só colher. Sem culpa por ter desacelerado, sem medo de perder o bonde da vida. E quando alguém me perguntar o que eu fiquei fazendo hoje a manhã toda eu posso responder que estava super ocupada escrevendo um texto ou posso simplesmente responder, sorrindo por dentro: NADA. E sem aspas.

*Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, autor de Modernidade Líquida e de Tempos Líquidos, entre muitos outros títulos.

Ana Paula Hermoso Lopes, psicóloga

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E você, permite-se exercer seu ócio criativo?

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Por que será que é difícil aceitar o que Kalina Christoff publicou na revista científica americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), de que o cérebro está bem mais ativo durante o devaneio do que se imaginava? A pesquisa comparou esse estado a um momento de raciocínio lógico. Ou seja, mesmo num ritmo menos acelerado, o cérebro está criando. Isso significa que distração e a diversão não são coisas de gente preguiçosa ou folgada. É também um caminho para ter boas ideias, manter a saúde e resolver problemas. Percebo que cada vez mais as pessoas vivenciam uma rotina automática. Não buscam um equilíbrio entre a agitação do dia a dia e horas de serenidade e até de devaneio. Para a psicanálise, o devaneio durante o dia ou os sonhos durante a noite podem trazer traços do nosso inconsciente, revelando desejos. Após uma interpretação desses traços muito pode ser revelado sobre o sujeito do sonho.
Cada ser humano, por meio do ócio criativo, poderá ter a chance de aproximar-se de sua subjetividade e ter muito mais qualidade de vida. A partir do momento em que a escolha é por sair da rotina de fazer o que todos fazem e buscar a criatividade e os diferenciais de cada ser humano, a pessoa possui a chance de evoluir emocionalmente. E você, permite-se exercer seu ócio criativo? Priscila Junqueira – Psicóloga e Sexóloga

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