Tecnologia x Criatividade

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Vivemos numa sociedade pós-industrial, também conhecida como a era da informação e do conhecimento.
Na sociedade industrial o homem era tido como uma máquina, e desempenhava árduo trabalho físico e repetitivo; na atualidade o trabalho físico é realizado por máquinas e o mental por computadores, o que aumenta a produção e reduz as horas de trabalho. Em contrapartida, apesar dos avanços tecnológicos, temos a impressão de que nunca temos tempo para nada. Como explicar isso? O que tem nos faltado: tempo ou melhor administração do tempo que temos disponível? Conseguimos evoluir para uma sociedade pós-industrial ou ainda estamos nos permitindo viver como máquinas? Não estaríamos vivendo uma vida manipulada pelas mídias televisivas e redes sociais ao ponto de apenas reproduzirmos comportamentos e perdermos cada vez mais o nosso senso crítico acerca do que fazemos com o nosso tempo?
O sociólogo italiano Domenico de Masi faz-nos refletir, quando diz que estamos tão habituados a realizar funções repetitivas, como se fôssemos máquinas, que é necessário um grande esforço para aprendermos uma atividade criativa, digna de um ser humano.
Com a falta de administração do tempo acabamos investindo o tempo que temos em coisas inúteis. Precisamos aprender a ganhar tempo e investir em algo realmente útil e prazeroso, entendendo assim que somos seres criativos e não meros reprodutores.
Tudo o que temos hoje, seja conhecimento ou inovações tecnológicas, foi produzido por indivíduos que investiram tempo em criar e não apenas na mera reprodução. Se não for possível criar, reinvente, mas faça algo novo ou diferente. Aprenda a sentir prazer no trabalho criativo e a viver cada minuto da melhor forma possível.
Com o tempo que temos, precisamos aprender a unir trabalho, estudo e lazer, de modo que possamos experimentar a riqueza gerada pelo trabalho, o conhecimento oriundo do estudo e a alegria proporcionada pelo lazer. (Di Masi)

Regiane Hatchwell, psicóloga

 

Online, imaginária, percebida, suposta… De quantas realidades se faz o Eu? Lei mais aqui.

 

Sentido da vida está relacionado aos períodos de ócio

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Hoje em dia tem aumentado o número de profissionais com uma grande necessidade de dar sentido aos seus trabalhos e às suas vidas. Normalmente, vivem um dia a dia cheio de tarefas, obrigações e responsabilidades, tanto profissionais quanto familiares. Recusam-se a parar, porque nossa sociedade os obriga a produzir, ter, possuir e acumular mais e mais. Quando empregados, qualquer tempo livre é sinônimo de falta de compromisso com a empresa ou com o negócio que esteja realizando. Quando em transição de carreira, sentem uma enorme obrigação de arranjarem alguma atividade rapidamente. No entanto, dentro de seus íntimos, sentem um desejo de fazer algo diferente, encontrar mais alegria nas suas tarefas e viver uma vida com mais sentido. Esse desejo de dar mais sentido às suas vidas pode ser alcançado com uma profunda reflexão e com a escuta das próprias vontades. É aqui que entra o ócio, o não fazer nada, apenas relaxar e curtir o estado de inércia física ou intelectual. O professor e sociólogo italiano Domenico de Masi, na década de 90, em seu livro “O Ócio Criativo”, demonstrou que a realização pessoal e o sentimento de alegria aumentam a criatividade e o potencial imaginativo, fazendo com que o indivíduo pense diferente, crie novas possibilidades, desenvolva um produto ou uma ideia nova. Nesse período de ócio, a pessoa encontra mais sentido.

Eu acredito que as pessoas felizes consigo mesmas são aquelas que amam o que fazem, se orgulham de suas trajetórias profissionais e de vida, e respeitam seus limites e vontades. Sendo assim, nesses contatos com o não fazer nada, as próprias competências se fortalecem, outras são adquiridas e a gente cresce. Para entender o que faz sentido, é necessário mergulhar no mais profundo eu, conhecer-se e, dentro do coração, entender quais são os valores, crenças, necessidades, perspectivas e significados. Só quem realmente se conhece é capaz de reconhecer o verdadeiro legado que  quer deixar para sua família, amigos, colegas e para a humanidade. Carolina Mirabeli, psicóloga. 

Ócio sem culpa. Leia mais aqui