Conhecer-se para sobreviver

Em um mercado competitivo onde temos tantos desafios para vencer, seja por concorrência ou mera disputa por demanda de oferta de trabalho, fica mais evidente a necessidade das pessoas se conhecerem e saberem suas reais necessidades tanto de conhecimento técnico como de autoconhecimento.

E aí fica uma pergunta. O que pesa mais hoje nas relações pessoais de trabalho é o conhecimento técnico? Ou o autoconhecimento?

Parece simples à primeira vista, porém se formos pensar em alguns anos não muito distantes diriam os mais talentosos gurus da administração, como por exemplo Peter Drucker: “As pessoas são contratadas por suas habilidades e desligadas por seus comportamentos”. Isso responderia minha pergunta? Sim. E hoje? Hoje mais ainda. As ofertas são muitas e os escolhidos estão sendo aqueles que dominam a arte da boa convivência e do bem viver.

Aliar autoconhecimento ao conhecimento técnico é fundamental para mantermos a empregabilidade, porém não esqueçamos que a parte técnica partindo do pressuposto que somos seres inteligentes e que temos as mesmas oportunidades e condições. Todos somos capazes de aprender e buscar. Neste caso cabe a nós, interessados, buscarmos boas fontes de aprendizado, cujos conhecimentos técnicos tenham fontes seguras e fidedignas.

O Conhecer-se implica em um estudo com planejamento e acompanhamento. Podemos chamar de PDI (Plano de Desenvolvimento Individual), ou sobre você e suas reações para desnudar-se em busca de entendimento sobre suas reações e atitudes nas situações mais adversas de sua vida. Através de parte mais profunda, aquela que você ainda não conhece, mas sabe da sua existência, ou seja, sabe que está lá no seu inconsciente.

Tudo que você tem no consciente você sente, o medo, a dor, o calor, o amor, a saudade, enfim sentimentos estão em um nível que você explica com o consciente. Porém aquilo que você não conhece sobre você está mais interno. Talvez por influência de vivências de memórias esquecidas elas podem estar no inconsciente. Ainda assim existem ferramentas diversas que auxiliam no autoconhecimento, que são poderosas e tão reveladoras de sua personalidade quanto de seu perfil ainda adormecido. Os mecanismos utilizados para o autoconhecimento, são pessoais de cada indivíduo. São alguns exemplos os processos de Coaching, Psicoterapia, Yoga, Meditação etc.

Elizabete Borba Avancini é Administradora e Business Coaching

O que você faria numa fração de segundos?


O que é um instante? Segundo o dicionário, é algo que está prestes a acontecer, iminente, acontecimento rápido, passageiro, espaço de segundo.
Mas prefiro refletir sobre um espaço de segundo.
O que podemos fazer com um “espaço de segundo”? Nada? Ou tudo?
Tomar uma decisão, desviar de um buraco na calçada, gritar “te odeio” em meio à briga, derrubar nosso perfume preferido, fechar a janela do quarto para não chover sobre nossa cama, cortar o dedo indicador direito. Enfim, muitas atitudes e ações podem ser realizadas em um espaço de segundo.
Um espaço de segundo, define minutos, horas, dias, anos e até uma vida inteira!
Estamos constantemente decidindo nosso destino em espaços de segundo; desde ainda no ventre de nossa mãe, nós decidimos a grande hora! Se vamos levantar ou não da cama, se vamos fazer nossa higiene, que vestimenta usaremos? (atitude de segundo que pode te deixar o dia todo sentindo frio ou calor).
Utilize seu espaço de segundo, mas não despreze seus minutos, horas posteriores, aqueles que decidimos não colocarmos o cinto de segurança e logo após vem a fatalidade ou aquele instante em que você decide seguir seus instintos animais e minutos depois sua ou seu cônjuge lhe flagra em pleno adultério (normalmente segue-se aí uma separação e muita tristeza familiar).
Não sejamos tão pessimistas, temos instantes de decidirmos falar a palavra certa na entrevista de emprego e horas depois somos chamados para a vaga, ou aquele instante em que você reúne todas as suas forças que nem mais acredita existir e vence a tão sonhada maratona, o espaço de segundo do “sim” frente ao padre no altar.
Somos movidos por espaços de segundos. Você pode até contar seu dia pelas horas que o completam, mas suas decisões e seu destino estão amarrados pela linha tênue do instante.
Alguns fios de instantes passam por nós desapercebidos, enquanto outros morrem conosco, ou grudam em nosso pescoço sufocando-nos de tanto em tanto (para lembrar sempre o que você fez daquele instante). Infelizmente (ou não) costumamos lembrar dos nós que sufocam, pois são com eles que aprendemos as maiores lições para vida (aproveitem este nó como laço positivo de ensinamento).
Já os laços mais lindos e soltos, de decisões felizes e assertivas, nos servem para alimentar nosso eu para seguirmos confiantes e com autoestima elevada, na certeza de que cada espaço de segundo será melhor do que o segundo passado e assim sucessivamente por toda nossa vida.
Vale lembrar que os espaços de segundos não voltam, mas você pode e tem o livre arbítrio de ao longo do tempo ir alterando, ressignificando estes nós, tornando-os laços leves e soltos para seu bem viver. Como profissional coach, com formação em programação neurolinguística, costumo trabalhar estes nós sufocantes com meus clientes, com resultados muito favoráveis.
Pensar antes de cada segundo de instante sobre suas decisões o deixará ao longo da vida com mais laços que nós, pois lembre-se que o instante é seu, as consequências são dos seus!

Lorena Fontoura
Coach e Coautora dos livros de Gestão Pessoal da Editora Pragmatha