Quem é você nos estudos?

O trabalho do estudante é o estudo. Uma grande maioria, porém, acha que enquanto estuda está perdendo um tempo valioso. Por que isso acontece? Porque geralmente estuda e não aprende. E se aprender é o objetivo principal do estudo, aqui se instala um paradigma! O trabalho do estudante é o estudo (e ele não gosta de estudar; por conseguinte, não gosta do que faz); o objetivo do estudo é aprender (se ele não aprende, o objetivo não está sendo alcançado).

Como podemos amar o nosso trabalho de estudantes, encaixando as nossas habilidades para cumpri-lo? Afinal, não é isso que exigem de nós quando se trata de trabalho? A outra exigência de um trabalho é chegar a seu objetivo. Se o objetivo do estudo é aprender, temos que conseguir concretizá-lo! Chegou a hora de saber como resolver essa questão.

Aprender é coisa que se aprende. Essa é uma afirmativa totalmente verdadeira. Infelizmente, pegamos receitas prontas, que geralmente nos são passadas pela escola desde a mais tenra idade. A receita que nos passam segue, em sua maioria, os seguintes passos:Preste atenção à aula;

Copie tudo o que o professor passa na lousa;

Faça a lição de casa;

Leia os textos e grife;

Você fará uma prova: então estude!

Poderia ser muito fácil. E essa receita pode funcionar, com algumas exceções. Essas exceções existem porque somos seres diferentes, com habilidades, comportamentos, temperamento, diferentes! Percebemos o mundo através de experiências que passam por nossos sentidos; nossa inteligência já não é medida somente por um teste de QI; há muito descobriu-se que temos múltiplas inteligências. Então, por que ainda se segue a mesma receita?

O resultado do estudo só será positivo se o estudante se autoconhecer, descobrir como ele experimenta o mundo, quais os sentidos que mais facilitam a aprendizagem.

Conheça algumas ferramentas que podem te ajudar para descobrir sua forma de estudo compatível:

Análise de Perfil Comportamental: alguns relatórios conseguem mapear o comportamento. Essa pode ser uma boa forma de começar, mas não pode ser a única. O relatório não fala por si. É muito importante um bom profissional que consiga interpretá-lo junto a você.

Canais Representacionais: conhecer o seu sistema representacional dominante, aquele que domina a forma como você percebe a realidade que o cerca. É importante para otimizar seus resultados nos estudos, já que aprender requer que trabalhemos com todos os sentidos.

Múltiplas Inteligências: Todos nós, seres humanos, somos detentores de talentos, não há pessoa que não os possua. Existem vários tipos de aptidões, e não apenas uma. Geralmente, as pessoas possuem mais de uma aptidão, além de algumas mais proeminentes que outras; mas esta teoria descarta a crença de que “Eu não sirvo para nada”.

Eneagrama: avaliação que determina nove tipos de personalidade. Ajuda no desenvolvimento pessoal a partir do autoconhecimento de seus pontos fortes e fraquezas.

Essas são somente algumas ferramentas que podem lhe ajudar a estabelecer uma forma de estudo mais personalizada e que consiga, realmente, lhe proporcionar prazer e atingir a aprendizagem.

Aprenda!

Angela Victorino é Neuropsicopedagoga e Coach

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