O que você vai ser quando crescer?

Certamente você já ouviu esta pergunta na sua infância: o que você quer ser quando crescer? As respostas poderiam ser as mais variadas possíveis. Eu respondia que queria ser secretária ou professora. E realmente já exerci funções parecidas com uma secretária e sou professora.

A questão é que, durante este percurso, influências diversas faz com que mudemos nossos sonhos. Conheço pessoas que fizeram suas escolhas bem jovens e hoje, na vida adulta. são felizes. Outras não tiveram muita escolha, foram induzidas e são frustradas. E também as que foram evoluindo na sua trajetória, iniciaram em uma área e hoje estão em outra diferente.

Uma das possibilidades que vêm sendo discutidas e até por vezes sendo uma válvula de escape para a rotina estressante do dia a dia profissional é a dedicação a um hobby. O conceito do hobby é bem diferente de trabalho, pois você o faz na hora que quiser, durante o tempo que quiser, faz por prazer e satisfação sem receber nada em troca. Eu já tive vários hobbys que viraram fonte de renda, mas como era mais jovem e a imaturidade interfere em nossas escolhas, me dediquei, inicialmente gostei, mas depois a rotina se tornou desgastante e desisti.

Você pode pensar: eu amo fazer doces caseiros, é um hobby, pode ser que dê certo… E aquela pergunta lá do início da nossa conversa, o que você quer ser quando crescer, parece ter uma resposta: isso aí, eu gostava de brincar de cozinhar quando era pequena e talvez até tenha pensando em ser uma grande chef! Então investe em materiais, começa a divulgar nas redes sociais seu novo negócio, sua nova profissão… As pessoas ficam admiradas: “nossa, como você tem tempo pra fazer tudo isso?”, “não acredito que você vai largar sua carreira pra vender brigadeiros” e por aí vai.

Amigos para elogiar sempre temos, mas para criticar e julgar temos sempre muito mais! Tenho amigas que abriram mão de suas profissões, se dedicando ao que inicialmente era um hobby, e estão felizes com suas escolhas. Problemas sempre terão, mas encontraram nessa atividade que faziam sem compromisso uma forma de auxiliar ou ser a principal renda da família.

Fazer o que se gosta é tão importante para nossa autoestima! Amar o que fazemos profissionalmente é uma meta para quem tem noção da importância desta atividade durante tantos dias da nossa vida. Preenche muitas horas da nossa semana e é realmente necessário nos sentirmos bem no ambiente laboral.

Há dez anos atrás, eu e meu esposo começamos a cantar em eventos particulares. Inicialmente, em festas de amigos, depois em festas maiores, como o carnaval da cidade e no coral de uma universidade. O nosso dom para música, que começou há mais de 20 anos, dentro de grupos de jovens da Igreja Católica, estava nos levando a conhecer pessoas e lugares diferentes. O que começou com um hobby (que convenhamos, música é tudo de bom!), foi se tornando também uma fonte de renda para nossa família.

Porém, a questão dos ensaios começou a impactar. Não tínhamos tempo, pois cada um trabalha em áreas diferentes, com viagens durante a semana, e cantar em um evento sem ensaiar é falta de comprometimento com o cliente que contratou, com as pessoas que estão assistindo e consigo mesmo. Decidimos diminuir o ritmo.

Ter um hobby me ajuda a ser uma pessoa mais leve, muito embora, por vezes, a dedicação nesta atividade seja maior do que no trabalho. Sabemos que nada é perfeito, que por vezes temos que recuar, diminuir a intensidade (de ambos, trabalho e hobby) em detrimento dos nossos projetos e sonhos futuros. É possível conciliar nossa atividade profissional com uma atividade prazerosa, seja cozinhando, escrevendo, pintando, cultivando uma horta, andando de bicicleta, costurando, dançando, fazendo um trabalho voluntário. Afinal, são infinitas as possibilidades.

Descubra a sua, aproveite, divirta-se, e quem sabe um dia esse hobby seja também uma atividade profissional. Com planejamento, organização e paciência, pode dar certo, basta começar!

  • Natália Masiero é Gestora de RH

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *