De turista de academia a 3 mil quilômetros de bike ao ano

Você já deve ter lido vários textos e artigos sobre autossuperação – fazer mais com seu tempo e fazer melhor. Eu também já li e continuo lendo. Mas muita gente lê e acaba esquecendo, dificilmente coloca em prática. E continua a viver, dentro da sua rotina, fazendo mais do mesmo. Pois é. Mas que tal colocar algo em prática dessa vez?

Começo falando por mim, aquela aluna que fugia dos exercícios da educação física. Se não fosse para jogar bola, então era chato. Dia de correr, melhor era inventar uma desculpa, uma crise asmática na infância, ou alguma dor, até roupa inapropriada dava para tentar usar como argumento.

E quando a escola acaba, a vida adulta começa. Junto com ela queremos melhorar nossa aparência, verão chegando, afinal no sul do Brasil são três meses em que se pode colocar o biquíni. Então, que tal se inscrever em uma academia? Isso aí, três meses de academia completos, verão acabando, chega de malhar, é hora de usar casacos compridos.

A idade vai passando, você está estável no trabalho, faculdade concluída, relacionamentos e família tudo certinho e você começa a perceber que não cuidou de si. Dava prioridades a outras áreas, mas nada de levar uma vida sem sedentarismo. Pois bem, seja qual for sua referência, para ter um lazer, para melhorar a saúde, emagrecer, formar novos amigos ou para se autossuperar, qualquer argumento é válido.

Eu, por exemplo, resgatei uma paixão de infância, que era pedalar. Sempre tive bicicleta, mas usava para dar pequenas voltas. Casei com o companheiro com o mesmo gosto. Assim encontrei uma amiga, logo várias amigas e amigos, depois um grupo.

Ok, mas o que isso tem a ver com autossuperação na prática? Bom, quando eu comecei, não queria subir morros, buscava meus repertórios de desculpas guardados lá do tempo da escola. Mas com o incentivo, com metas e equipamentos corretos é sim possível mudar nossa forma de enxergar algumas coisas. Ter pessoas que acreditam em você é um primeiro passo. Aquelas que te ajudam a não desistir no primeiro tombo ou na primeira subida alta demais. Afinal, se você busca autossuperação em qualquer área da vida, é importante ter o apoio de pessoas que lhe inspiram e lhe mostram como você é capaz de fechar aquele negócios, ser aceito em um emprego, conquistar a pessoa que você ama.

Ter metas. A maioria das pessoas quer viver o agora. Tudo bem, só se vive uma vez, mas enquanto eu estou vivendo não posso deixar as páginas em branco. Que tal colocar lá no final da agenda que neste ano você quer pedalar 1.000 km, quer sair do nível básico do inglês, quer ter a casa própria. Sem saber onde queremos chegar, não se vai a lugar algum. Parece clichê, mas é verdade. Eu por exemplo, em 2018, iniciei com a meta de pedalar no mínimo 50km por semana, ou seja, quando eu puder eu ando mais, quando não der, pelo menos completo minha meta. Tudo também depende da prioridade que damos na nossa vida para cumprir os acordos conosco mesmo. Imprevistos acontecem, como lesões, doenças, mau tempo, ou mesmo muito trabalho, mas ainda assim é possível tirar aquela forcinha para completar o combinado com nós mesmos.

Equipamentos são importantes, uma boa bicicleta, uma roupa adequada, capacete para proteção, tudo melhora o desempenho, porém a força está dentro de nós. Será que eu consigo vencer essa subida ou ela me vence? Ir até outra cidade pedalando é loucura pra mim? Mas quando subo na minha bicicleta, percebo que a gente sempre pode um pouco mais, sempre tem uma forcinha interior guardada para percorrer os últimos quilômetros, para “sprintar” na linha de chegada.

A turista de academia aqui, no ano passado, pedalou mais de três mil quilômetros. E você, que tal começar hoje mesmo?

  • Larissa Missel Braga é publicitária

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