Como fazer escolhas sábias

Em qual contexto temos vivido? Era de inovações, ambiente volátil, incerto, complexo e ambíguo. Pessoas sendo substituídas por inteligências artificiais. Empregos formais desaparecendo. O que conhecíamos até ontem e que sabíamos que dava certo não é mais assim. As carreiras não dependem mais do tempo de empresa e sim do sentido que damos para o que fazemos, e da própria autonomia e protagonismo frente à vida. Sabemos que se fizermos igual ao que já fizemos não será suficiente. Queremos ser felizes. Então, o que nos resta como seres humanos? Em que devemos nos concentrar? O que escolher?

As escolhas tornaram-se cruciais. E saber como funciona o processo da escolha, ou pelo menos a forma de buscar escolhas mais adequadas, passa ser nossa questão central e envolve o autoconhecimento. Precisamos nos conhecer! Quem somos? O que fazemos? Por que fazemos? Para que fazemos? São jargões, não é? Mas analise comigo, se você não tem consciência de como chegou até aqui, neste ponto de sua vida, que valores e crenças embasaram suas escolhas e decisões pelo caminho, para onde você quer ir e o que você precisa para chegar lá, será muito pouco provável que faça escolhas assertivas e que tenham significado para você.

É preciso saber que as pessoas têm diferenças de mindset – modelo mental – crenças e valores que já vieram no modelo direcional delas. Entender esse modelo é importante para trazer à consciência como você faz escolhas e toma decisões. O ato de escolher é uma ação e requer sua mobilização para isto. No trabalho de Myers-Briggs, fundamentado na teoria de Carl G. Jung, são citados os tipos psicológicos que orientam nossas preferências pessoais.

Conhecer seu tipo psicológico dá sentido ao ‘por que’ você faz deste jeito e não daquele, e abre possibilidades para lidar com o diferente, ampliando sua visão e oportunidades assertivas de escolha. É preciso ter um porquê viver, um propósito. Precisamos ter a narrativa de propósito, qual a minha contribuição para o todo? O pensamento sistêmico é fundamental pois se não olharmos o cenário todo corre-se o risco de tomar decisão apenas sob uma perspectiva e não fazer a melhor escolha. Estamos em uma grande teia onde tudo está interconectado e interdependente. É necessário olhar todas as perspectivas mapeando os impactos para gerenciar as consequências de suas escolhas em seu propósito. É preciso parar e tomar as ações que possam sustentar as consequências.

Talvez você ainda não tenha realmente parado para pensar sobre o assunto, o que te fez ser quem você é. Mas lembre-se que é com estes óculos que você está vendo o mundo e possivelmente ainda não se permitiu trocá-lo repetindo as escolhas que não lhe levarão adiante. Seus aprendizados, o seu propósito, suas preferências de personalidade para tomar decisões, para se comunicar, para gerenciar mudanças são os fundamentos de suas escolhas. O seu propósito guia você nas suas escolhas em um caminho de integridade e felicidade consigo.
Se você não escolheu conscientemente ‘ser quem você é’, escolha a partir de hoje ‘ser quem você quer ser’ e viva sua plenitude.

  • Sandra Gazire é Psicóloga Especialista em Negócios e Pessoas-Leader Coach

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