Uma linguagem que nunca pensei que se tornaria minha

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Há 20 anos atrás comprei meu primeiro computador. Pensei na época: “estou comprando para meu filho usar”. Ele estava com cinco anos de idade.
Eu não via necessidade do mesmo, pois já tinha vivido 40 anos sem ele.
Logo em seguida fui fazer um curso de reciclagem em Psicologia e lá me disseram que os comentários das leituras deveriam ser entregues via email?! Começou aí meu contato com a informática, aprendendo na “marra”, tentando-errando, brigando, enfim, sendo alfabetizada numa linguagem que nunca pensei que seria minha.
Sites, Blogs, Face, MSN, Chats e tudo mais foram sendo agregados de uma forma natural.
Com tanta facilidade que a tecnologia nos oferece, tornamo-nos mais e mais atraídos e até dependentes dela.
As vantagens da internet são indiscutíveis. Ela encurta distâncias, o que é muito positivo no sentido do conhecimento. Mas percebo que as relações interpessoais estão caminhando nesta mesma corrente, só que inversa. Não preciso estar ao lado da pessoa para dizer que amo – anexo uma figurinha e pronto. Sabe aquela coisa gostosa de tomar um cafezinho com um amigo? Ficou ocasional…
Os jovens parecem estar sendo mais afetados por esta dependência. Os games cada vez mais exploram a realidade virtual de uma forma impressionante, pois fazem o jogador interagir como se estivesse dentro desta realidade. Isto é fascinante. “Sou guerreiro, sou herói, enfrento obstáculos e tudo mais”. Os apreciadores disputam jogos online com equipes muito distantes, geograficamente falando.
Dependência virtual é um assunto polêmico e delicado. Dependência da vida real, qualidade de vida, sabores, cores, aromas, natureza, esta nunca irá desaparecer.
E pensar que há 20 anos atrás nunca iria necessitar desta Tecnologia.

Lydia Janaudis , psicóloga

Online, imaginária, percebida, suposta… De quantas realidades se faz o Eu? Lei mais aqui.

 

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