Um clique e eu no mundo da tecnologia

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Neste momento estou eu aqui digitando este texto sobre a influência da tecnologia no nosso dia-a-dia. Olhos atentos do teclado a tela do computador estabelecendo um elo de comunicação com você.
Impossível dizer que a tecnologia não veio para nos ajudar; ao contrário, vai muito além de um simples ajudar, é uma condição fundamental para se sentir inserido em um mundo que cada dia está mais interativo. Basta um clique para conversar, um clique para comprar; de qualquer lugar, a tecnologia conecta a gente com o mundo. Até atendimento psicológico online agora é possível realizar, um avanço e tanto, não?!
Mas para tudo existe um limite. A mesma que facilita também pode trazer consequências à saúde. É o uso abusivo para além das necessidades do trabalho ou diversão que chama a atenção. O problema vem quando este uso se torna abuso e passa a interferir em outras áreas da vida.
A falta de tempo para atividades sociais, estar com amigos ou família, problemas no trabalho, ou estudo, atrasos, faltas, falta de concentração são algumas questões a serem consideradas, principalmente se forem recorrentes e causarem sofrimento.
Estar conectado para muitos parece um desejo sem fim, quanto mais se usa, mais dá vontade de usar e a explicação segundo alguns autores está em algo que acontece em nível cerebral, semelhante ao uso abusivo de drogas.
Apoio de amigos e familiares é de extrema importância nestes casos, aliado à ajuda psicológica, pois o sofrimento experimentado pelo viciado em tecnologia é real e gera perdas na qualidade de vida. Entretanto, de nada adianta se a pessoa não se der conta de sua problemática e resistir a buscar ajuda profissional. Nestes casos os sintomas podem piorar.
A era da tecnologia veio para ficar. Descobrir o limite da interação com as tecnologias é algo particular e individual. No entanto, é importante estar atento e estabelecer um adequado balanço para seu uso. O mundo interativo é sedutor e consome a vida real. Seu passeio vale a pena e já faz parte da nossa rotina, mas nada como voltar à nossa realidade, sãos e salvos. Fique atento!

Natália Brum Vinhas, psicóloga

Online, imaginária, percebida, suposta… De quantas realidades se faz o Eu? Lei mais aqui.

 

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