Acredite: todos sofremos

Talvez um dos conhecimentos mais sólidos que adquiri com as experiências da vida, um pouco de estudo e um mínimo de empatia é que todos sofremos. A dor é para todos e virou uma espécie de clichê dizer que o sofrimento é opcional e que importa mesmo o que fazemos com ele. A verdade é que, a menos que você seja altamente evoluído, não se engane: você vai sofrer e é bem provável que não tenha todas as ferramentas para lidar com a situação. Até pode disfarçar um pouco aqui, enganar bem a própria consciência um pouco lá, mas uma hora a conta chega.

Depois que entendi isso passei a tentar pegar leve com as pessoas. Sempre que me vejo diante de situações irritáveis ou que me causem algum dano envolvendo seres humanos, acesso minha nota mental e digo para mim mesma: essa pessoa também tem lá seus sofrimentos. A pessoa fala demais e irresponsavelmente? “Algo dói nesta pessoa”. Ela faz barulho enquanto come? “Essa pessoa também sofre”. Não entrega serviço no prazo previsto? “Hum, tem algum sofrimento na vida dessa pessoa”. A pessoa causou mágoa? “Também ela tem suas dores e dificuldades”. Os exemplos vão de situações mais corriqueiras até as mais complexas.
A regra também vale para aquelas situações em que você se sente mal e parece que todos estão bem e felizes – principalmente a julgar pelas fotografias nas mídias sociais. A pessoa está viajando o mundo? Hum, ela também tem lá seus sofrimentos. A pessoa está evoluindo na carreira não passo por passo, mas salto por salto? Em alguma medida, essa pessoa também dói. Relacionamento afetivo é fácil fácil para aquela outra pessoa? Ela deve ter lá suas dores também.

Entender que o outro sofre nos dá a dimensão da fragilidade humana, que nos inclui. Às vezes achamos bobagem o sofrimento do outro, porque é uma situação que já superamos. A verdade é que ao mesmo tempo que apontamos o dedo para outro com julgamento, damos autorização ao universo para alguém que já superou situações que estamos enfrentando nos aponte o dedo também. “Viver é cuspir pra cima”, alguém já disse.

Nem sempre consigo, é verdade. Não sou um ser humano altamente evoluído. E isso me faz lembrar uma história. Ela diz o seguinte: a um homem foi solicitado, por Deus, que todos os dias levantasse e empurrasse uma grande pedra perto de sua propriedade. Nos primeiros dias e semanas a ordem foi cumprida com maestria. Depois de um tempo, sem conseguir deslocar sequer um milímetro o rochedo, o homem desanimou e cessou a atividade. Quando morreu, na hora do acerto de contas, lhe foi perguntado o porquê do abandono de sua missão. E ele argumentou sobre o insucesso no deslocamento da pedra. E então Deus disse: não lhe foi solicitado que deslocasse a pedra; apenas que a empurrasse.

Talvez você pense que tudo isso seja sobre empatia, sobre capacidade de se colocar no lugar do outro e tentar entendê-lo, mas em alguma medida talvez seja também sobre amor próprio. Porque doer e sofrer não autoriza ninguém a irritar, incomodar ou, em algum nível mais profundo, machucar os outros. Quem utiliza a própria dor para ser sádico, abusivo, agressivo ou um sugador de energia, especialmente se utiliza a estratégia da vitimização, não constrói.

Parafraseando uma famosa saudação oriental, poderíamos dizer “A dor e o sofrimento que habitam em mim saúdam a dor e o sofrimento que habitam em você”. Portanto, camaradas, peguemos leve uns com os outros. Todos temos nossos próprios rochedos para empurrar, dia após dia. Talvez nem sempre você consiga, mas pelo menos tente.

É assim para mim. E para você?

Sandra Veroneze
Jornalista, escritora, editora e filósofa clínica

Reagrupando os caquinhos da alma


Houve uma época em que, para os computadores funcionarem bem, de tempos em tempos era necessário rodar um comando chamado “defrag”. O processo era rápido e até divertido. Em instantes, a tela do computador se transformava num grande muro esburacado e tijolinhos iam caindo até preencher todas as falhas da estrutura. O procedimento tinha por objetivo reagrupar dados que haviam sido manipulados (deletados, regravados etc). Um fotógrafo experiente, outro dia, me disse que algo parecido acontece com os cartões de memória, e por isso devemos formatá-los a cada sessão, e não simplesmente apagar as imagens.
Quantas vezes, ao longo da vida, precisamos rodar um defrag em nossas almas? Passar a limpo emoções e sensações? Reorganizar sentimentos, ajustá-los, para que possamos continuar firmes e fortes na jornada? Quantas vezes o tijolinho lá de baixo do nosso sistema de crenças arrebentou, colocando em risco certezas e construções de uma vida toda?
Cada dor sentida deixa sua marca, às vezes como aprendizado, outras como um grande vazio cheio de frustrações. Cada dor não tratada influencia os atos no futuro, sob formas diversas – medo, desesperança, autoproteção. Cada dor alimentada em excesso rouba energia, vontade de viver. Cada dor negligenciada aumenta a distância entre quem somos e quem poderíamos ser, e quem, em essência, somos de fato.
Não raras vezes estamos fragmentados, estilhaçados e com os níveis de energia insuficientes. Falta motivação e um sentido, sobram dúvidas e imprecisões. Porque, fragmentados, estamos vulneráveis e é preciso buscar, recuperar, cada caquinho da alma que voou para longe, como um grande big bang, a cada acontecimento triste da nossa vida. É necessária muita força centrípeta para reverter esse movimento, inverter esse campo de força, e muitas vezes algo de fora, como apoio, incentivo, ou simplesmente um colo no final do dia, é tudo de que necessitamos.
Na maioria das vezes, porém, é preciso muito mais. Precisamos mover mundos internos para voltarmos à felicidade e ao brilho. A tarefa pode parecer tão impossível que seu sucesso assume ares de milagre – nome que damos para tudo que subverte, que suplanta, como bênção, a ordem natural do caos.
Por esta perspectiva, às vezes, fico pensando o quanto estamos dispostos, no cotidiano, a operarmos pequenos milagres em nossa vida. Sonhar com o absurdo, fazer o que é possível, e na balança dos fatos termos os pratos da realização equilibrados no nosso micromundo, mas que, para cada um de nós, é o próprio universo.

É assim para mim. E para você?

Sandra Veroneze
Jornalista, escritora, editora e filósofa clínica

O passado é bom porque passou

 


Quantos de nós pode olhar para o passado e agradecer pelo mar de bênçãos, felicidades e realizações que foi? Não raras vezes, o passado é bom justamente porque passou. Dele ficaram os aprendizados, os obstáculos vencidos e alguma confiança em nossos próprios atos, mas, de verdade, já não serve mais.
Passado é consciência que já se foi – construída, testada e aprovada (ou nem tanto). É lembrança, alguma saudade talvez, mas é, sobretudo, um degrau que não leva a patamares mais altos na escalada da vida.
Então podemos questionar o porquê dele estar tão presente em nosso cotidiano. Ou você acha que não? Experimente lembrar quando foi a última vez, e com que frequência, que você simpatizou ou não com alguém completamente desconhecido só porque, de alguma forma, esse alguém tocou em uma memória afetiva sua…
Independente da fase da vida em que se está, é sempre bom manter-se alerta com relação ao passado no presente. Porque ele nos faz ter atitudes meramente reativas e toda ação meramente reativa tende a ser burra. Se a cada resposta que você dá na vida se exigisse 30 segundos para refletir elaborá-la, será que suas palavras, decisões e ações seriam as mesmas?
Hoje é um bom dia para cada um de nós investigar a própria historicidade. Uma chave é atentar para o sentimento que temos mais forte hoje. Estou feliz? Angustiado? Confiante? Ao longo da minha vida, em que outros momentos me senti exatamente assim? Quais os fatos, na época, que me levaram a essas sensações?
Se esses mesmos comportamentos ainda fazem parte da vida, talvez seja um sinal de que o passado está bem presente. Fincou suas raízes em nossa existência e continua sendo bem alimentado. E então, para “adivinharmos” como será nosso futuro, não precisamos nem olhar para o passado, mas para o nosso próprio presente.
Pouco animador? A boa notícia é clichê: daqui para frente, tudo pode ser diferente.

Sandra Veroneze
Jornalista, escritora, editora e filósofa clínica

 

O Poder da Visão: quem tem um ‘porquê’ inventa um ‘como

 


Viktor Emil Frankl foi médico psiquiatra, conferencista e professor universitário. Fundador da Escola da Logoterapia, que explora o sentido existencial do indivíduo e a dimensão espiritual da existência, sua contribuição não se restringe à psiquiatria especificamente. Sua história de vida – exemplo de resiliência e superação – inspira pessoas comuns que buscam dar um sentido à vida. Judeu austríaco, como prisioneiro em campos de concentração nazistas, sentiu na pele os horrores do Holocausto. Em suas palestras ao redor do mundo, Frankl destacava o poder da visão como uma verdadeira fortaleza para o espírito. Suas obras, ainda hoje e por um longo tempo, nortearão e iluminarão a Humanidade. O título e os trechos em destaque são de sua autoria e emolduram este artigo.

Nada proporciona melhor capacidade de superação e
resistência aos problemas e dificuldades em geral do que a
consciência de ter uma missão a cumprir na vida.

O homem precisa conhecer, aceitar e vivenciar sua missão. Porém, como parte do processo de ressignificação da própria existência, é preciso ir além. Dentre os princípios norteadores das organizações – missão, visão e valores –, propor uma visão de futuro é um dos exercícios mais interessantes. No entanto, quando se trata das nossas próprias vidas, dep-ramo-nos com crenças contraditórias e limitadoras. O conferencista Joel Arthur Barker apresenta uma perspectiva assertiva ao afirmar que visão sem ação não passa de um sonho; ação sem visão é só um passatempo; visão com ação pode mudar o mundo. Isso porque muitos ignoram o fato de que a ação é imprescindível à realização de qualquer coisa que se possa chamar de visão, sonho, projeto etc.

Ensinaram-nos, desde a infância, que o futuro a Deus pertence. Esta crença tira-nos o poder de construí-lo passo a passo. E contradiz a premissa básica do pensamento judaico-cristão, a de que o homem é provido de livre-arbítrio.

O ser humano não é completamente condicionado e definido. Ele
define a si próprio seja cedendo às circunstâncias, seja se insurgindo
diante delas. Em outras palavras, o ser humano é, essencialmente, dotado de livre-arbítrio. Ele não existe simplesmente, mas sempre decide como será sua existência, o que ele se tornará no momento seguinte.

É fato que não temos o poder de mudar as circunstâncias da vida, assim como Frankl não foi capaz de impedir o assassinato de sua esposa, pais e irmãos. Ele, porém, manteve-se iluminado por um propósito. Era preciso que sobrevivesse para cumprir sua missão: ajudar outras pessoas a enfrentar e superar seus traumas.

Se percebermos que a vida realmente tem um sentido,
percebemos também que somos úteis uns aos outros. Ser humano
é trabalhar por algo além de si mesmo.

Ele criou uma visão forte e positiva na qual alicerçou sua obra e sua vida. Encarcerado, sofrendo maus-tratos e testemunhando os mais bárbaros crimes contra a Humanidade, o psiquiatra dedicou-se a ajudar seus pares e a produzir boa parte da tese que, anos mais tarde, daria origem à Terceira Escola Vienense de Psicoterapia. Outros prisioneiros, no entanto, concentraram suas energias numa projeção de vingança. Ao concretizarem seus intentos, estes homens e mulheres viram suas vidas perderem o sentido enquanto que Frankl manteve-se produtivo até o fim de sua existência.

Devemos transformar os aspectos negativos da vida em algo construtivo.

O segredo do sucesso está na proposição de uma visão forte e positiva. A visão das organizações, para um determi-nado horizonte de tempo, observa à risca esta premissa. No entanto, quando se trata de pessoas, não é raro ouvirmos projeções fracas e negativas. Como você se imagina daqui a dez anos? – Pergunte a alguém. A resposta mais provável é um simples não sei! Mas, há quem imagine um futuro sombrio. Quantas vezes você ouviu coisas do tipo: Ih! Com esse governo, não sei nem se terei aposentadoria!; Com o colesterol nas alturas, não sei nem se estarei vivo! Cuidado! Estas afirmativas são po-derosas, porém extremamente negativas. E quando questionadas, estas pessoas justificam-se com certa lógica: não sou pessimista, sou realista! Mas, afinal, quem cria a realidade?

Quando a situação for boa, desfrute-a. Quando a situação for ruim,
transforme-a. Quando a situação não puder ser
transformada, transforme-se.

Você já ouviu a expressão ônus e bônus? Desejamos o prêmio – um relacionamento amoroso saudável, um em-prego que nos realize, boa saúde… Entretanto, nem sempre estamos dispostos a pagar o preço por isso: declinar ao fute-bol das quartas-feiras com a galera do escritório, abrir mão da estabilidade do emprego por um empreendimento arris-cado, mudar hábitos pouco saudáveis… Lembre-se do que disse Barker: visão com ação pode mudar o mundo. Por ora, mudar a si mesmo é o que basta.

Não sou fruto do passado, sou fruto de uma mudança
assumida e vivida com intensidade.

Um dos aspectos mais fascinantes no processo de coaching está no fato de que tomamos consciência de que somos responsáveis por nossas vidas. Sem exceções, todos concordam com esta afirmativa. No entanto, aquele mas que vem logo depois é que muda todo o sentido da frase: somos responsáveis por nossas vidas, mas…

Por 40 anos, acreditei que não seria capaz de dirigir. Havia tentado, aos 18 e 30 anos, obter a CNH sem êxito. Imaginar-me guiando, causava-me pavor (sintoma emocional) e ânsia de vômito (sintoma físico). Com frequência, era motivo de chacotas e isso contribuía para colocar abaixo minha autoestima que já não era lá essas coisas. Em 2010, comprei um carro zero e nem assim aventurava-me a guiar pelo bairro. Temia causar um acidente, machucar-me ou ferir alguém. Determinei-me a fazer a autoescola e aprender de fato.

Durantes as aulas, tremia e suava frio, mas estava firme no meu propósito. Submeti-me a seis (!!!) exames de direção até ser bem sucedida. Mesmo depois de conquistar a CNH, sentia-me insegura. Acreditava que somente com a prática seria capaz de mudar este quadro, por isso dirigia diariamente, desafiando meu medo, dando preferência a vias congestionadas, declives e aclives íngremes. Dirigia melhor a cada dia, mas não superava o mal estar. Busquei um subterfúgio bem simples: ao deitar, procurava visualizar outro cenário: via-me, num futuro próximo, guiando serenamente por ruas e rodovias movimentadas. Imaginava-me a Penélope Charmosa, elegante e segura, guiando meu automóvel e enfrentando, com certo glamour, as loucuras do trânsito. Assim como a personagem dos desenhos, eu sempre contornava os obstáculos e chegava em segurança ao meu destino.

Considero-me, hoje, uma motorista razoável e sinto prazer em dirigir. Às vezes, sair por aí funciona como uma verdadeira terapia antiestresse. Embora pareça um processo natural, assevero que dominar esta nova habilidade só foi possível porque (1) reconheci minha incompetência, (2) desejei aprender, (3) agi efetivamente e (4) criei uma visão forte e positiva que ajudou a tornar realidade um sonho acalentado por anos.

A tentativa de enxergar as coisas numa perspectiva engraçada
constitui um truque útil para a arte de viver.

Esta brincadeira pode ser um exercício para uma mudança de paradigmas. É preciso dar um primeiro passo. Mudar o padrão mental para projetar uma visão forte e positiva pode começar assim e, com o tempo ir tomando uma forma cada vez mais grandiosa (cuidado para não se escravizar por ideias megalomaníacas) – e saudável. Não é fácil passar a vida inteira culpando os outros e as circunstâncias e, de repente, perceber que resultados dependiam apenas da tomada de decisão assertiva.

Quem vive reclamando, geralmente, encontra motivos reais para reclamar; quem vive agradecendo, geralmente, encontra motivos para agradecer. Isso porque o coração agradecido comunica-se com Deus e o queixoso relaciona-se com Satanás, afirma Mokiti Okada. O mal aqui referenciado não tem chifres nem usa tridente, ele representa o nosso pior inimigo; o eu inferior, que nos puxa para baixo, desmotiva, desanima e corrompe nossa alma imortal da qual emana luz e de onde provém o poder infinito do Criador.
Protagonismo implica responsabilidade; escolhas acarretam consequências. Por isso encerro este artigo com uma das mais curtas e belas citações de Frankl:

Aquilo que emite luz deve suportar o calor.

Andrea Guerreiro de Souza, coautora da obra Gestão Pessoal e o Ciclo SPR

Física Quântica para Sonhar, Planejar e Realizar

 

 

Temos a direção do destino em nossas mãos?

– Se quisermos, sim, nós temos.

Somos capazes de criar a nossa própria realidade, materializarmos nossos sonhos, nossos desejos, nossa felicidade.

Muitas vezes escutamos:

– Ele é rico, por isso é feliz!!

Nesta frase encontramos a resposta se lermos ela de trás pra frente: “É feliz, por isso ele é rico.”

Por que? Qual o segredo, a receita ou a fórmula de pessoas bem-sucedidas serem cada vez mais bem-sucedidas? Cada vez mais felizes? Cada vez mais prósperas?

O homem se torna o que ele pensa ser. O seu desejo é sempre uma ordem ao universo; o universo sempre diz sim aos seus pensamentos e emoções.

Tudo acontece de dentro para fora.

No momento em que tivermos consciência dos nossos pensamentos, das nossas emoções e soubermos lidar com eles, focando, direcionando para realizar e materializar nossos objetivos, teremos o destino nas nossas mãos.

O combustível para fazer tudo acontecer, a força geradora, é a paixão, o entusiasmo, a alegria. Permita-se sentir estas emoções quando pensar nos seus sonhos, nos seus desejos, como se estivesse acontecendo exatamente naquele instante. Isso irá funcionar como um ímã para trazer tudo isso até você!!!

Se quisermos prosperidade, temos que vibrar e nos conectarmos com esta energia. No momento em que temos pensamentos prósperos e emoções associadas a eles, vibramos esta energia. Reconheça seu poder pessoal, o quanto você já prosperou até aqui, o quanto foi capaz de prosperar até o dia de hoje, sendo grato à sua capacidade, reconhecendo-a… Reconheça-se como um ser humano de sucesso, acreditando em você mesmo, pois no momento que você se reconhece será reconhecido. A maneira que você se vê no espelho é a mesma que as pessoas lhe olham. Tudo o que você pensa ser e sente é exatamente o que irá atrair.

O combustível para fazer tudo acontecer, a força geradora, é a paixão, o entusiasmo, a alegria. Permita-se sentir estas emoções quando pensar nos seus sonhos, nos seus desejos, como se estivesse acontecendo exatamente naquele instante. Isso irá funcionar como um ímã para trazer tudo isso até você!!!

No momento em que você entrar em harmonia com seus pensamentos associados às suas emoções, fica mais fácil se conectar com este fluxo energético e assim saberá direcioná-lo.

Como fazer isso?

É simples, tudo na vida é simples!! Nossa maior dificuldade está em não saber lidar com as coisas simples. Muitas vezes se fala em Física Quântica sem saber exatamente o que é e como ela funciona. Não precisa ser Ph.D em Física para usá-la no seu dia a dia!! É apenas compreender da forma mais simples possível como realmente ela funciona para lhe beneficiar no dia a dia.

A chave de acesso é ter controle sobre seus pensamentos e emoções, para assim controlar seu destino.

Nem sempre é fácil ter este controle, mas no momento em que você começa a exercitar fica cada vez mais tranquilo e fluido. Manter bons pensamentos e emoções positivas e acessando lembranças que nos façam felizes é um bom começo. Acesse suas memórias, as lembranças de infância, os amigos que você tanto gosta, o lado divertido e amoroso da sua família, escute músicas alegres, pois a frequência sonora da música faz com que vibremos naquela frequência.

Lembre-se sempre que nunca é nada pessoal, as pessoas fazem das outras seus próprios espelhos. Temos cinco dedos para nos lembrarmos disso. Quando apontamos para o outro um dedo, apontamos três para nós mesmos e outro direto para o universo, igual a uma antena enviando esta informação, esta energia. Isso faz com que potencialize em nós mesmos

Sua felicidade é de sua responsabilidade. Mude a forma de se relacionar com as pessoas, deixando de responsabilizá-las pela sua situação. Você tem o controle apenas de si mesmo. No momento em que mudar suas atitudes em relação aos outros, pela lei da harmonização e da compensação, eles irão mudar as atitudes deles em relação a você, para assim se dar um novo o equilíbrio.

Lembre-se sempre que nunca é nada pessoal, as pessoas fazem das outras seus próprios espelhos. Temos cinco dedos para nos lembrarmos disso. Quando apontamos para o outro um dedo, apontamos três para nós mesmos e outro direto para o universo, igual a uma antena enviando esta informação, esta energia. Isso faz com que potencialize em nós mesmos. O universo nos devolve tudo que nos foi tirado ou injustamente enviado, pois no universo existe uma ordem e um equilíbrio dos sistemas, há uma Física do Equilíbrio atuando em tudo e em todos. Se algo compromete a ordem do sistema, existe uma ação corretiva de inteligência universal que atua. Isso vale para as partículas atômicas e para as pessoas. Quando alguém causa um desequilíbrio do sistema, o universo restaura isso, colocando tudo em ordem divina novamente. Por isso é essencial focar apenas em você, nas suas atitudes e ações.

O que é nosso por merecimento, e por justiça divina, nunca nada nem ninguém irá nos tirar. O que pode acontecer é apenas uma tentativa por um período, pois o universo irá encontrar uma maneira de devolver tudo novamente. Algo muito interessante é saber que tudo aquilo que você resiste, que luta tanto e faz um esforço para solucionar, resistir, é exatamente o que irá persistir, pois você está gerando uma força ali, uma energia, então ela apenas irá gerar uma força contrária atuando para que exista um equilíbrio. Resistir é persistir.

No momento em que você não colocar mais energia ali, cessar a força de batalha, tudo irá fluir…

Existe uma frase bem popular que é:

– Entrega e confia!!

Nesta frase existe a sabedoria de que no universo não precisamos fazer força. Existe um fluxo natural na vida, igual às águas dos rios em direção aos oceanos. Chega um momento em temos que apenas deixar tudo fluir após termos tomado todas as decisões e ativado todas as ações necessárias. Não se coloca força, pois isso criará uma força contrária.

Todos nós nascemos com códigos divinos de plenitude em todas as áreas das nossas vidas. Temos apenas que acessar isso. O homem tem a capacidade de se tornar o que ele quiser ser. Tudo está dentro dele, basta acessar através do autoconhecimento e reconhecer sua capacidade e potencial.

Existe um tripé que impede sua felicidade, seu sucesso e sua prosperidade: pessimismo, medo e ansiedade.

No momento em que você permanecer ligado a coisas ruins, através de memórias de traumas e conflitos familiares, ficará preso nesta situação. Lembre-se que em média 75% das famílias não tem uma estrutura emocional equilibrada. Você já é adulto. Vá atrás do equilíbrio emocional que falta, vá atrás da sua própria cura e pare de ficar igual a uma criança se lamentando e culpando seus pais pelos seus fracassos. Eles foram e fizeram o melhor que puderam naquele momento. Coloque-se no lugar deles e perceba como foi a vida deles em relação aos seus avós. Olhe seus ancestrais e perceba que você é uma evolução deles, dentro do que foi possível. Agora faça a sua parte, seja melhor e mais evoluído que eles.

Aumente sua energia de vibração de confiança, a intensidade de seus pensamentos positivos, mantenha o foco nos seus objetivos com emoções que são a força geradora para que tudo aconteça.

Ansiedade cria uma falsa expectativa de que a realização dos nossos sonhos e projetos deve acontecer no tempo que nós estipulamos e quando isso não acontece passamos por uma desilusão, frustrações, e na reta final desistimos e colocamos tudo a perder com uma enorme onda de pessimismo e fracasso. Na Física Quântica dizemos que não existe nem tempo nem espaço, pois é impossível querer controlar o tempo e o lugar. Existe uma conjuntura de fatores que precisam serem realinhados, reestruturados, rearranjados e isso leva um tempo; o que você pode e deve é controlar e aumentar a intensidade energética para movimentar tudo isso. Aumente sua energia de vibração de confiança, a intensidade de seus pensamentos positivos, mantenha o foco nos seus objetivos com emoções que são a força geradora para que tudo aconteça.

Como disse Peter Drucker, a melhor maneira de prever o futuro é criá-lo. E como disse Albert Einstein: “Eu tentei 99 vezes e falhei, mas na centésima tentativa eu consegui. Nunca desista de seus objetivos mesmo que esses pareçam impossíveis. A próxima tentativa pode ser a vitoriosa”.

 

Por Fernanda Cereta, coautora do livro Gestão Pessoal e o Ciclo SPR

Destino de Origem: todos temos. O que é e como vencê-lo

 

 

Você já ouviu falar de Destino de Origem?

Quem me conhece sabe que tenho uma propensão ao realismo e ao sarcasmo. O que a maioria não sabe é que herdei essas características da minha mãe. Tudo para ela sempre é muito simples, branco ou preto, certo ou errado, direita ou esquerda…

Minha mãe nunca acreditou em sonhos, nunca esperou que a vida lhe desse mais do que o que se espera para alguém do seu tipo, seja que tipo for – mulher, pobre, iletrada, cristã e todas as palavras que nos colocam naquelas caixinhas alinhadas nas prateleiras da vida.

Apesar desse olhar pragmático para a existência, minha mãe ensinava a quem quisesse com ela aprender que o futuro nós construímos desde cedo, que não se deve sonhar apenas – porque quem sonha muitas vezes dorme no ponto – mas que é preciso batalhar, dia após dia, pelo que se acredita e pelo que se quer.

Lembro de uma ocasião, no auge dos meus saudosos 10 anos, em que, cansada das correrias e brincadeiras de rua, me atirei sobre a cama de minha mãe enquanto ela pregava alguns botões e cerzia algumas meias (falava-se assim naquela época). Fiquei olhando o movimento da agulha, curtindo o tédio inerente de quem tem o mundo pela frente. Minha mãe questionou: “não tem tema pra fazer, filha?”. Com um ar displicente respondi com um “desentusiasmado” “não ‘tô’ com vontade”. Sem tirar os olhos da costura, com a mesma calma de antes e como se aquilo fosse banal, sua única observação foi: “tá certo… tu tá na quarta série, já sabe ler e escrever, pra empregada doméstica já é o suficiente… Pra que estudar mais, não é?”

Arregalei meus olhos, dei um pulo da cama e fui rapidamente para os livros. Com aquela simples observação minha mãe me fez ver que para ir além da sua programação original, aquilo que podemos chamar de “destino de origem”, há um esforço muito maior, que exige muito mais aplicação e trabalho do que para quem já tem o caminho parcialmente trilhado (ou um destino de origem “melhor posicionado”)

Arregalei meus olhos, dei um pulo da cama e fui rapidamente para os livros. Com aquela simples observação minha mãe me fez ver que para ir além da sua programação original, aquilo que podemos chamar de “destino de origem”, há um esforço muito maior, que exige muito mais aplicação e trabalho do que para quem já tem o caminho parcialmente trilhado (ou um destino de origem “melhor posicionado”). Eu sou filha de pedreiro. Seria diferente se fosse filha de médico? Com relação ao que se espera como “destino de origem”, certamente sim. Vejo que a questão já então dizia respeito não a maior ou menor valia desta ou daquela profissão, mas da possibilidade de ir além do que a minha situação inicial previa. A grande diferença era se eu buscaria ou não realizar meu sonho de expandir a caixa em que fora colocada quando nasci.

Confúcio já dizia que “sonhar com o impossível é o primeiro passo para torná-lo possível.” A simplicidade da minha mãe me fez ver que não se trata de sonhar, apenas, mas de ‘correr atrás’, esse conceito desconhecido pelas novas gerações. Eu não tinha, na infância, muitos caminhos a seguir, e isto é o que ocorre com a maioria das pessoas, e escolher o caminho certo dá trabalho. O caminho certo não envolve apenas fazer o que é legal ou moralmente correto, mas também fazer aquilo que reverbera no nosso interior, aquilo que queremos e do que nos orgulhamos.

Vejo tantos colegas que possuem um espírito livre sofrendo em empregos formais, pessoas que se formaram em Direito querendo ajudar pessoas e que sofrem diariamente por estar inseridas no mundo corporativo, médicos cujo sonho era sarar a humanidade e que se encontram atolados em consultas insignificantes de males inventados pelo próprio ser humano, artistas que escolhem profissões tradicionais unicamente por medo de não conseguir dinheiro suficiente para sua subsistência… Fazer escolhas não é uma tarefa fácil, mas é a única tarefa sobre a qual temos total controle.

Minha mãe tinha dificuldade em entender que o que ela queria para suas filhas não era nada além de um sonho e, com isso, incutiu em nós o desejo de planejar e realizar.

Muito se fala que a nova geração não dará resultados no mundo corporativo – e isto não é necessariamente um mal – porque são jovens imediatistas e acreditam que tudo está ao alcance de suas mãos. Em termos de sobrevivência, isto provavelmente será um grande problema, pois nós, os “sábios” nascidos no século passado, sabemos que não há recursos e possibilidades para todos. Temos uma geração muito boa em sonhos, mas que não tem ideia do que seja planejar e este é o risco do sonho: imaginar que tudo no mundo acontece num passe de mágica.

A questão é que o acesso à informação desdiz qualquer pesquisa ou estudo sério a esse respeito. Pululam na rede casos de youtubers que ficaram milionários com um canal falando sobre tudo e nada, startups criadas em um apartamento que passaram a render milhões com ideias muitas vezes até simples, especuladores que ganham dinheiro sem construir absolutamente nada. E então vem o pensamento: “se eles fizeram, a minha vez vai chegar também, vou ter uma ideia que vai impactar o mundo e ficarei milionário!”

O que a maioria não vê – ou não quer ver – é que mesmo por trás disso houve um grande planejamento. Nenhuma startup nasce do nada para o sucesso. Envolve investimento, não só financeiro, mas de tempo, paciência e muita tentativa e erro.

O que a maioria não vê – ou não quer ver – é que mesmo por trás disso houve um grande planejamento. Nenhuma startup nasce do nada para o sucesso. Envolve investimento, não só financeiro, mas de tempo, paciência e muita tentativa e erro. Na fase do planejar é que muitos sonhos são abandonados, às vezes com sabedoria, porque nem tudo que sonhamos é viável, às vezes por ansiedade ou descrença no próprio potencial.

Como definiu Ambrose Bierce: “Planejar: preocupar-se por encontrar o melhor método para conseguir um resultado acidental.” Apesar dessa definição do sarcástico Bierce, o certo é que sem planejamento dificilmente o resultado, ainda que acidental, acontece. A realização sem qualquer planejamento apenas é possível àquela pequena gama de afortunados para quem a vida acontece no ritmo e forma certos, sem qualquer esforço, mas se isso não aconteceu com você até agora comece a imaginar que talvez você integre os 99% que precisam batalhar para concretizar seus projetos…

Quantos meninos e meninas prodígio têm uma vida adulta de desespero por não alcançarem a totalidade de seu potencial, geralmente por força de acreditarem que suas qualidades eram suficientes para que a vida retornasse os benefícios decorrentes de suas habilidades.

“São as nossas escolhas que revelam o que realmente somos, muito mais do que as nossas qualidades” – esta frase de Alvo Dumbledore (J.K. Rowling) nos faz lembrar que o que define nossas vidas é o que fazemos de fato. De nada adianta ter muitas qualidades se elas não retornam em nada concreto. Quantos meninos e meninas prodígio têm uma vida adulta de desespero por não alcançarem a totalidade de seu potencial, geralmente por força de acreditarem que suas qualidades eram suficientes para que a vida retornasse os benefícios decorrentes de suas habilidades. Mas, como diz a música de Ana Vilela, “a vida é trem-bala, parceiro, e a gente é só passageiro prestes a partir”. A vida passa muito rápido, somos apenas um grão de poeira no universo, mas podemos aproveitar esse curto recorte de espaço e tempo para construir algo além de nós mesmos, para construir a pessoa que queremos ser e a realização dos nossos sonhos está apenas em nossas mãos e, se não está, talvez esse sonho não seja realmente nosso.

Por Clarisse Rozales | Coautora do livro Gestão Pessoal e o Ciclo SPR