Pronto! Falei!


Cansei por cansar do fato de ter que reclamar de tudo e todos para parecer conveniente, inteligente, pensamento crítico, visão realista, enfim – essa palhaçada toda que a crítica traz como bom, legal, mas que na maioria das vezes esconde o fato do denegrir o outro, da acusação, da culpabilidade de um ato ou para alguma pessoa, do eu ser o melhor, o erudito e bom.
A crítica cega o fato do defeito intrínseco em quaisquer atividades, do poder da improvisação e da criatividade. A crítica, quando não aliada a um resultado apontado por ela, não significa absolutamente nada, só um status e cobrança indesejada. Por isso, ao meu ver, “crítica positiva” sem mostrar solução e só uma fala inacabada.
Muito pensa-se em respeito humano hoje em dia, em ver o outro de forma integral, o todo, e não as partes. Mas que respeito há se só se vê problemas, sem a busca de soluções? Apontar é fácil, porém seguir e conseguir ver uma luz na trajetória sem pisar nos degraus da crítica se torna quase insuperável.
Quando você cria algo novo, há o desejo de que seja excelente, que auxilie as áreas a verem seus pontos nevrálgicos e impulsione o novo. Mas, às vezes, falta imaginar que o novo talvez não seja aceito nem partilhado da mesma felicidade da criação, o que gera uma grande angústia a quem criou, numa cobrança do que e por quê errou.
Será que de fato há o erro? Há de se pensar no momento de parar com certos bairrismos internos do meu e do teu e fazer algo diferente – compartilhar uma nova forma de alcançar melhorias e soluções.

Juliana Borba
Coach e Coautora dos livros da coleção de Gestão Pessoal da Editora Pragmatha