Sua disponibilidade para o ócio criativo diz muito sobre você

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Muitas pessoas dizem que dormir é perda de tempo. Que são tantas as atividades que querem realizar em um dia, que o sono as impede de fazer tudo que desejam. Quando avaliamos mais de perto esse pensamento, nos deparamos com dois paradoxos. O primeiro é que o sono é fundamental para a saúde e, portanto, se não dormimos, em algum momento o corpo para. O cérebro precisa do sono para organizar as informações do dia. O segundo paradoxo ocorre quando as pessoas param para avaliar como elas têm ocupado seu tempo. Deparam-se com a realidade de que o problema não é tanto a falta de tempo, como a forma como o tem ocupado. Algo semelhante ocorre com o ócio criativo. São tantas as tarefas, as metas, os compromissos, que as pessoas não acreditam que têm o direito de simplesmente não fazer nada. Se dormir parece um problema, imagina ocupar um tempo livre do dia para “nada”?! Porém, assim como neurologicamente precisamos dormir para organizar as informações do dia, o ócio também tem sua função neurológica. Segundo o neurocientista Andrew Smart, o ócio criativo ativa uma rede neuronal que nos permite maior conexão com a criatividade, com as emoções e com o inconsciente. Permite-nos estarmos mais conectados com nossos propósitos, valores e objetivos de vida. Quando não fazemos nada, nossa percepção de nós mesmos emerge na superfície. É enquanto não fazemos nada que percebemos o quanto estamos satisfeitos com as nossas vidas (ou não). O quanto estamos no caminho que escolhemos (ou não). O quanto amamos as pessoas que estão ao nosso lado (ou não). Como estamos conseguindo mudar o que nos desagrada (ou não). É verdade que nem sempre esse contato consigo mesmo será prazeroso, mas com certeza é um espaço para cuidar de si e da sua saúde mental. O primeiro passo para o desenvolvimento de melhor bem-estar é dar-se espaço para encarar as próprias forças e fraquezas. E é a partir desse auto(re)conhecimento que saberemos se somos capazes de seguir em frente com segurança ou se estamos precisando de ajuda. Tatiana Spalding Perez, psicóloga

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