“…o valor da inscrição era o que guardava para emergências….”

Sandra Veroneze
sandra.veroneze@saber-se.com

Em 1989 eu estava desempregado havia seis meses, mas mantinha um dinheiro na poupança para eventualidades. Surgiu uma oportunidade de mudar de Jequié/BA, para Porto Velho/RO, para trabalhar em um cargo público. Tudo planejado, faltava marcar o dia da viagem. Aí surgiu um concurso público em minha cidade, com apenas uma vaga para serviços gerais (limpeza, varrição etc). E o valor da inscrição era exatamente o que guardava para emergências. Não titubeei, me inscrevi, estudei feito um alucinado e consegui a vaga. Dois anos depois, já não fazia mais os serviços iniciais, passei a auxiliar em serviços burocráticos. Fui fazendo cursos internos, aprendendo a fazer outras coisas e subindo de cargo e me sentindo valorizado. Hoje, após 27 anos de trabalho, olho para o passado e vejo que fiz a escolha certa, aprendi, com aquela decisão, que devemos confiar em nosso taco, apostar nos instintos e perseguir nossos objetivos. Valdeck Almeida de Jesus, escritor

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