Para onde foi aquele vazio existencial?

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“Sentado no meu quarto / O tempo voa / Lá fora a vida passa / E eu aqui à toa / Eu já tentei de tudo / Mas não tenho remédio / Pra livrar-me deste tédio”… A geração anos 80, como eu, com certeza lembra da música “Tédio” do grupo Biquíni Cavadão, que fez muito sucesso em meados dos anos 80. Naquela época todos nós sabíamos o que era tédio, sem computador, sem internet, sem celular… Espera aí, então o que fazíamos? Simplesmente tínhamos mais tempo para pensar em nós, na nossa vida e muitas vezes sentíamos o famoso vazio existencial, com sensação de desgosto, sem uma causa objetiva clara que chamamos de tédio.
Passado mais de 30 anos, hoje sentimos o tédio de forma diferente. Ele passa quase despercebido porque não temos mais tempo, nossa vida está 100% preenchida com trabalho, estudo, redes sociais, relacionamentos, viagens. Às vezes sobra um tempinho para a família…etc., mas a gente se pergunta, para onde foi aquele vazio existencial? Será que de uma forma ou de outra ele foi preenchido? O pior é que na maior parte das vezes nem chega perto de ser preenchido e ficamos afastados de nós mesmos até por semanas, anos e décadas, até que, cedo ou tarde, nos encontrarmos com o espelho, não de uma forma superficial, mas além do físico, sem maquiagem ou máscaras, e descobrirmos uma pessoa totalmente desconhecida para nós. Daí a sensação de vazio vai ultrapassar as barreiras do tédio e pode nos levar a um buraco sem fundo, que pode ser fatal…
Por que o desconhecido nos assusta tanto? E o que nos assusta mais, o fracasso ou o sucesso? Quando conseguirmos responder essas perguntas não haverá mais tédio em nossas vidas…
Haidy Segovia, psicóloga

O tédio nosso de cada dia. Leia mais

 

 

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