Nem tudo está perdido

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No instante em que o homem se reconhece como ser humano, o mesmo vem aprendendo a lidar com seus sentimentos. Existem sentimentos que fazem parte quase que diariamente da vida de uma pessoa, e que a mesma não os percebe por estar definitivamente mergulhada neles. Um deles é o tédio. Ele é um estado naturalmente impulsivo. Para muitos o tédio pode refletir algo negativo, e de fato o tédio vivido de maneira exacerbada pode ser um caminho para a depressão, pois ele desperta a ideia de um mundo nada estimulante. Ele pode se manifestar por falta de motivação intelectual ou até mesmo por estímulos físicos. Ele aparece quando não temos estímulos e piora quando focamos nele. Algumas pessoas por consequência acabam se entregando às drogas, na tentativa de preencher este tédio.
Mas nem tudo está perdido. É na existência deste sentimento que o ser humano pode despertar algo de positivo, a criatividade. Sim, o tédio está relacionado com a criatividade, ele encoraja a criatividade. Tal criatividade fez com que o homem buscasse novos horizontes, novas ideias e novas conquistas. Ele tem a capacidade de fazer com que a pessoa busque novas formas de fazer a mesma coisa. Como por exemplo, se alguém anda pela mesma rua ou pela mesma calçada sempre, deve experimentar caminhar por ruas diferentes e/ou calçadas diferentes.
De acordo com uma pesquisa realizada na Universidade de Michigan, o fato é que, quando estamos entediados, as áreas do cérebro ligadas à autoestima, visão e linguagem se desconectam, tirando o foco e fazendo a pessoa realizar comportamentos sem pensar. O tédio funciona como um indicador de que algo não anda como deveria; por isso, serve como um impulsionador para buscar por uma atividade.
Vivemos um mundo bastante acelerado e cheio de informações. Haveria então espaço para o tédio? A pessoa pode ficar entediada mesmo buscando novas experiências ou aprendizados. Uma vida estável não garante emoção.
O tédio, pelo incrível que pareça, existe para dar coragem, para mudar a rotina e o comportamento das pessoas. Porém, é preciso manter um equilíbrio para que a vida não seja inteiramente um tédio.

Daniel Sá, psicólogo

O tédio nosso de cada dia. Leia mais

 

 

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