Necessitamos de um tempo para nós

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Nossa atualidade está repleta de possibilidades, no sentido de maior acesso às informações e à construção do conhecimento. No entanto, em uma sociedade marcada por excessos e cobrança na rapidez, o ócio, antes tido como momento de contemplação e valorização da subjetividade, coloca o tempo livre como sinônimo de algo não producente ou como tempo desperdiçado – fator que pode desenvolver no sujeito angústia, culpa, ansiedade ou até mesmo uma depressão por não estar produzindo o que se espera. Um exemplo pela busca frenética em querer ocupar a todo custo o tempo são os pais que querem colocar o filho em todas as atividades possíveis (e impossíveis) para preencher o tempo da criança. Essa criança fica sem a oportunidade para o mais importante, tempo para si. Assim, o ócio seria aquele momento em que se pode ocupar-se de algo desejado, resultado da livre escolha, como passear, estudar, brincar, pensar, namorar… Desses momentos poderão surgir as maiores criações, como uma bela música, um novo jeito de brincar, uma nova forma de ser ou mesmo se reinventar. Enfim, necessitamos de tempo para nós, para o que gostamos e apreciamos. Isso faz parte da saúde como um todo.  Carlos Donizetti de Souza Júnior, psicólogo.

Ócio sem culpa. Leia mais aqui.

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