Momentos de virada: ruptura e mudança de vida

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Mudanças fazem parte da vida. Há mudanças normais, inerentes ao ciclo vital, como o nascimento, a infância, a adolescência, a vida adulta, a velhice. E há mudanças que se impõem na nossa vida, às vezes contra a nossa vontade, trazendo sofrimento e insatisfação e que podem, ou não, nos levar a momentos de ruptura e transformação. Toda mudança envolve desafios, perdas e ganhos. Crescimento, amadurecimento e mudanças são processos contínuos na vida de qualquer pessoa e podem acontecer de forma mais ou menos sofrida, dependendo dos contextos envolvidos e da forma como cada um vivencia as experiências. Para alguns, um trauma, uma perda, uma carência ou necessidade não atendida, principalmente nas primeiras fases da vida, podem ser mais ou menos impeditivas.
É importante lembrar que há diferença entre mudança e transformação. As pessoas podem mudar e não mudar, ou seja, mudam de casa, de cidade, de emprego, de parceiro, etc, mas continuam repetindo os mesmos comportamentos e atitudes. Isso acontece quando não há uma mudança interna, subjetiva, no sentido de ruptura e transformação de valores, crenças e atitudes diante da vida e das dificuldades enfrentadas.
Por sua vez, sabemos que uma mudança subjetiva, real, não acontece de repente como um passe de mágica. Resulta de um trabalho intenso de autoconhecimento e de várias tentativas de mudança, com muitas idas e vindas, avanços e recuos. Para ilustrar, tomemos o exemplo de uma pessoa que vive durante anos em uma relação abusiva. Até sair ou superar a situação, ela passa por várias fases que vão da negação à consciência da situação vivida, da insegurança ou empoderamento até o fortalecimento do desejo e certeza de que vale a pena correr o risco de mudar. É nesse momento que acontece uma verdadeira “virada” diante de uma nova perspectiva de vida.

Fátima Araujo, psicóloga

 

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