A importância de aceitarmos nossos próprios defeitos

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É interessante observar que quando o assunto é defeitos as pessoas costumam se retrair. Embora saibam que os têm, não gostam de expô-los. Se possível gostariam de escondê-los até de si mesmos. Outras, ao serem questionadas sobre seus defeitos, simplesmente não sabem citar mais do que um, talvez para evitar uma “dolorosa” autoanálise.
O ser humano possui tanta dificuldade em lidar com seus defeitos que possui um mecanismo de defesa no qual permite que seus próprios defeitos sejam atribuídos a outras pessoas. Este mecanismo de defesa, na psicologia, chama-se Projeção. A projeção identificada por Freud é uma estratégia que usamos inconscientemente para proteger e defender nosso ego de coisas que realmente não queremos pensar ou lidar e por consequência são projetadas em outra pessoa. Um exemplo que podemos dar é o fato de tratarmos alguém com hostilidade, justificando que a outra pessoa está sendo hostil, quando na verdade ela está agindo normalmente e quem está cometendo hostilidade somos nós.
A projeção é algo perfeitamente normal, no entanto também deveria ser normal falarmos sobre nossos defeitos, assim como falamos de nossas qualidades. Os defeitos não são necessariamente negativos se soubermos utilizá-los para o autoconhecimento. Pessoas que evitam fazer uma análise de seus defeitos possuem pouca consciência de seus próprios processos internos, do seu funcionamento, e facilmente acabam atribuindo a outros o motivo de suas frustrações e fracassos.
É comum nos envergonharmos de nossos defeitos, mas como parte do nosso processo de desenvolvimento, os primeiros e mais importantes passos são reconhecê-los e aceitá-los.
“A base da relação com os próprios defeitos é a sinceridade, a paciência e a perseverança”. (Jorge Waxemberg)

Greice Quelle C. da Costa, psicóloga

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