A galinha do vizinho

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Arrisco dizer que a grande maioria das pessoas, pelo menos uma vez na vida, já pensou que a galinha do vizinho deveria ser a melhor.
De fato, desde criança estabelecemos comparações: “eles fazem diferente de mim e eu quero fazer igual a eles”. Neste caso, a comparação está a serviço da aprendizagem e da inserção social. Isto acontece porque para não se sentir um “ET” no mundo e se sentir pertencendo é necessário algum parâmetro de comparação. E mesmo um adulto costuma se comparar sem se dar conta. Um exemplo é quando se olha no espelho e se pergunta como está. A resposta, se bonito ou feio, na grande maioria das vezes virá por comparações entre os padrões instituídos pela sociedade. Sem problemas, uma boa integração social pode estar revelando uma elevada autoestima.
Todavia, se a comparação está a serviço da qualificação do indivíduo como, por exemplo, se a pessoa ao se comparar se sente inferior ou superior aos outros, seja na família, no trabalho, etc. enfim, quando a comparação denigre ou supervaloriza a si ou ao outro, em nada acrescenta e, ainda, costuma gerar sofrimento. Isto em geral acontece com pessoas que, por terem uma baixa autoestima, buscam através da qualificação do outro experimentar um parâmetro de valor positivo ou negativo para si.
Portanto, a comparação associada ao conhecimento pode servir de auxílio para o desenvolvimento, mas associada a valoração da pessoa pode gerar sofrimento e retrocesso pessoal. Daí a importância de se estar atento aos sentimentos e de como se lida com eles no dia-a-dia.

Por Beatriz Breves, psicóloga

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