A consciência nos dirige

Não há um jeito certo ou errado de viver, apesar de inúmeros protocolos sociais assim sugerirem. Há, sim, o melhor jeito para cada um, definido, construído e praticado por ele mesmo. Afinal, como alguém que não vive os mesmos desafios, que não desfruta das alegrias com a mesma intensidade, que não vive os dramas existenciais de alguém poderá dizer a este alguém o que é certo ou errado?

Sócrates defendia que uma vida só valia a pena se analisada. Era um convite para a prática da consciência. Em outras palavras, empreender atenção a tudo que se fizesse, assumindo a autoria e responsabilidade dos próprios atos. Poderia ser acrescentado um terceiro elemento: visando sempre a melhor prática.

Viver consciente não é algo exatamente fácil. Refletir sobre os próprios sentimentos, pensamentos e ações, por não ser o ‘normal’ em um mundo tão automatizado quanto o nosso, exige boa vontade e disciplina. O que vou fazer? Por que vou fazer? O que pretendo com isso? Que resultados positivos poderá trazer? E negativos? Quais os riscos envolvidos? Afetará outras pessoas? Que preço estou disposto a pagar para obter esse resultado? Tenho estrutura psíquica para aguentar os reveses que podem surgir?

Fazer todas estas (e outras) perguntas antes de agir não significa que será tomada a melhor decisão possível e talvez nesse ‘experimentar’ resida parte da beleza da vida. Porém, agir com consciência traz consigo a fortaleza pessoal do ‘fiz o melhor que pude’.

Agir com o máximo de consciência no máximo de situações cotidianas. Topa o desafio?

Sandra Veroneze  |  Saber-se

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *