Colaborar: A competência comportamental mais valorizada nas organizações

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A maioria das pessoas, especialmente no contexto profissional, onde atuo como consultora e psicóloga organizacional, acredita que a competência é o fator mais importante e valorizado num processo de seleção de candidatos. Assim temos nos dedicado a melhorar nossos currículos com cursos e novas especializações, querendo provar que somos inteligentes e talentosos o suficiente para assumir a vaga.

Mas, na verdade, a cordialidade, ou confiabilidade, é o fator mais importante na forma como as pessoas avaliam você, mesmo numa relação organizacional, num processo de seleção de pessoas e de gestão de talentos.

Segundo pesquisa da consultoria Manpowergroup, realizada no Brasil e noutros 40 países, com cerca de 60 mil empresas, de diferentes segmentos, para 17% dos entrevistados a Colaboração/Trabalho, em grupo é a competência comportamental mais relevante em um profissional, e também a mais rara de se encontrar no mercado atualmente.

“Uma pessoa competente e que também é qualificada provoca admiração, mas só depois que ela estabelece uma conexão que inspira confiança é que sua força se torna um dom e não uma ameaça.  Enquanto a competência é altamente valorizada, diz que ela é avaliada apenas depois que a confiança é estabelecida.”

Uma recente pesquisa do departamento de psicologia da Harvard demonstrou que estudantes de MBA estão muitas vezes tão preocupados em parecer inteligentes e competentes que isso pode levá-los a ignorar eventos sociais, não saber colaborar, e geralmente parecer inacessível. Percebe-se facilmente quando o candidato não desenvolveu a capacidade de interagir pois em um processo de seleção não saberá fazer-se conhecer nem por seu entrevistador.

Um indicativo disso é coworking, que se trata de um novo modelo de trabalho que tem o objetivo de incentivar a troca de ideias, compartilhamento, networking e colaboração entre diferentes profissionais que podem ser de diferentes áreas.

Do outro lado, o organizacional para estar em sintonia com a atualidade as empresas e seus líderes devem criar uma cultura que valorize as pessoas – que as opiniões de cada um, e não necessariamente as metas, sejam levadas em conta.

Além disso, é indispensável investir em um “aprendizado contínuo” da equipe. “Acabou de vez aquela ideia de que me formei e fiz especialização, e usarei estas informações para o resto da vida.” Estamos em um mundo de mudanças e o que realmente chama atenção para uma empresa e mantém os colaboradores nela é a oportunidade de desenvolvimento nesta organização.

Por último, alianças em rede e inovações abertas são tendências irreversíveis à medida que os colaboradores tornam-se cada vez menos fiéis e mais exigentes na busca por experiências verdadeiramente significativas e alinhadas com as aspirações e com a essência individual de cada colaborador.

“Colaborar é a mais nova atitude para ser competitivo.”

Giulianna Remor, psicóloga

Hora de Colaborar x Hora de Competir. Você diferencia? Leia mais.

 

 

 

 

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