Certezas são ficção

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O nosso mundo muda na velocidade da luz. E certamente não foi assim para os nossos pais. A realidade se assemelha cada vez mais a um borrão. Pulamos de momento a momento, sem parar. Não sabemos onde vamos chegar. Não há certeza alguma, apesar de dizermos para nós mesmos que estamos certos de muita coisa. Onde estará o Porto Seguro no meio desta dança de caos da vida? Talvez na constância ou na certeza. Mas a certeza é ficção. É uma história que gostamos de contar para nós mesmos, para nos ajudar a nortear nossos caminhos, como um farol no meio da tempestade, que nos traz à segurança da terra firme. E nós somos muito bons em criar faróis. Sabemos muito bem criar teorias, ideologias, filosofias, ciências, ou qualquer outro artifício que possa nos ditar algumas certezas. Mas o Porto Seguro não está na certeza. Crescemos em um mundo que nos diz que todas as soluções estão fora. Mas o mundo é apenas nosso espelho. Se vivemos um mundo de incertezas é porque somos mais frágeis e falhos do que gostamos de dizer a nós mesmos. Nós nos decepcionamos com a nossa falibilidade, com a nossa incompletude, vista num espelho que nos mostra que não somos perfeitos e não podemos controlar tudo. Mas se pudermos suportar essa decepção com nós mesmos e olharmos mais a fundo no espelho, poderemos começar a nos aceitar e a nos conhecer. E então a incerteza não será mais um problema, pois poderemos encontrar o Porto Seguro em nós mesmos. Querer certeza demais é continuar alimentando a ilusão de que controlamos alguma coisa no mundo. Ter segurança é saber que, mesmo que não consigamos controlar o que nos acontece, podemos escolher como reagir e, principalmente, como agir. E é isso que nos faz quem somos, em essência: o nosso próprio Porto Seguro. Cybelle Olivier de Araújo, psicóloga

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