Acredite: todos sofremos

Talvez um dos conhecimentos mais sólidos que adquiri com as experiências da vida, um pouco de estudo e um mínimo de empatia é que todos sofremos. A dor é para todos e virou uma espécie de clichê dizer que o sofrimento é opcional e que importa mesmo o que fazemos com ele. A verdade é que, a menos que você seja altamente evoluído, não se engane: você vai sofrer e é bem provável que não tenha todas as ferramentas para lidar com a situação. Até pode disfarçar um pouco aqui, enganar bem a própria consciência um pouco lá, mas uma hora a conta chega.

Depois que entendi isso passei a tentar pegar leve com as pessoas. Sempre que me vejo diante de situações irritáveis ou que me causem algum dano envolvendo seres humanos, acesso minha nota mental e digo para mim mesma: essa pessoa também tem lá seus sofrimentos. A pessoa fala demais e irresponsavelmente? “Algo dói nesta pessoa”. Ela faz barulho enquanto come? “Essa pessoa também sofre”. Não entrega serviço no prazo previsto? “Hum, tem algum sofrimento na vida dessa pessoa”. A pessoa causou mágoa? “Também ela tem suas dores e dificuldades”. Os exemplos vão de situações mais corriqueiras até as mais complexas.
A regra também vale para aquelas situações em que você se sente mal e parece que todos estão bem e felizes – principalmente a julgar pelas fotografias nas mídias sociais. A pessoa está viajando o mundo? Hum, ela também tem lá seus sofrimentos. A pessoa está evoluindo na carreira não passo por passo, mas salto por salto? Em alguma medida, essa pessoa também dói. Relacionamento afetivo é fácil fácil para aquela outra pessoa? Ela deve ter lá suas dores também.

Entender que o outro sofre nos dá a dimensão da fragilidade humana, que nos inclui. Às vezes achamos bobagem o sofrimento do outro, porque é uma situação que já superamos. A verdade é que ao mesmo tempo que apontamos o dedo para outro com julgamento, damos autorização ao universo para alguém que já superou situações que estamos enfrentando nos aponte o dedo também. “Viver é cuspir pra cima”, alguém já disse.

Nem sempre consigo, é verdade. Não sou um ser humano altamente evoluído. E isso me faz lembrar uma história. Ela diz o seguinte: a um homem foi solicitado, por Deus, que todos os dias levantasse e empurrasse uma grande pedra perto de sua propriedade. Nos primeiros dias e semanas a ordem foi cumprida com maestria. Depois de um tempo, sem conseguir deslocar sequer um milímetro o rochedo, o homem desanimou e cessou a atividade. Quando morreu, na hora do acerto de contas, lhe foi perguntado o porquê do abandono de sua missão. E ele argumentou sobre o insucesso no deslocamento da pedra. E então Deus disse: não lhe foi solicitado que deslocasse a pedra; apenas que a empurrasse.

Talvez você pense que tudo isso seja sobre empatia, sobre capacidade de se colocar no lugar do outro e tentar entendê-lo, mas em alguma medida talvez seja também sobre amor próprio. Porque doer e sofrer não autoriza ninguém a irritar, incomodar ou, em algum nível mais profundo, machucar os outros. Quem utiliza a própria dor para ser sádico, abusivo, agressivo ou um sugador de energia, especialmente se utiliza a estratégia da vitimização, não constrói.

Parafraseando uma famosa saudação oriental, poderíamos dizer “A dor e o sofrimento que habitam em mim saúdam a dor e o sofrimento que habitam em você”. Portanto, camaradas, peguemos leve uns com os outros. Todos temos nossos próprios rochedos para empurrar, dia após dia. Talvez nem sempre você consiga, mas pelo menos tente.

É assim para mim. E para você?

Sandra Veroneze
Jornalista, escritora, editora e filósofa clínica

O que você fez pelo mundo hoje?

Egoístas e ensimesmados que somos (na maior parte do tempo), é comum ficarmos atentos ao que o mundo tem a nos oferecer. Confortos, facilidades, delícias para desfrutar estão por todos os lados… O mundo é criativo em apresentar novos produtos, novas soluções, novos brinquedos para entreter (ou distrair) nossa atenção. Até nas relações de trabalho é assim. Podemos, em alguma escala (e adoramos quando é crescente), receber serviços melhores, personalizados, na medida do nosso gosto – todas estas coisas mimos de que gostamos muito, porque nos diferenciam, nos tornam especiais, nos dão uma espécie de chancela de que estamos crescendo na vida, de que as coisas estão indo bem.
Nada errado em desfrutar de tudo que o universo tem a oferecer. É da natureza humana habituar-se com o que há de bom no mundo. Os desejos aumentam na proporção exata de sua realização. Sempre pensamos em como conquistar algo melhor, desde uma refeição até algum bem. Quando usamos transporte público, sonhamos em comprar um carro ou uma moto (ou não, se houver uma escolha consciente por uma vida ecologicamente mais sustentável). Quando temos um carro que nos sirva de condução, sonhamos com um automóvel de fato, com tecnologia embarcada. Quando conseguimos comprar este, se continuamos “indo bem”, por que não sonhar com alguma marca de luxo? Nesse momento, talvez até contratar um motorista passa pela nossa cabeça. E desse em ponto em diante, aviões e helicópteros parecem bem divertidos e funcionais.
Na outra ponta de gangorra, poderíamos perguntar: o que nós estamos fazendo pelo mundo? Pensar que não temos nenhuma responsabilidade com o ambiente em que estamos inseridos é como imaginar que estamos em um barco (o mundo), com muitas pessoas (a humanidade), onde cada um se entende dono, proprietário, do pedaço onde está acomodado e com direito de utilizá-lo como achar melhor. O que aconteceria se um dos passageiros resolvesse fazer um buraco sob seus pés, sob a alegação de que está apenas interferindo no seu espaço?
Às vezes nos comportamos um pouco como esse passageiro, talvez não fazendo um grande furo, para provocar a inundação do barco, mas provocando pequenos desgastes, que no médio e no longo prazo poderão levar ao mesmo resultado. Cuidar do barco é uma empreitada que deve ser abraçada por todos e isso se manifesta nas pequenas coisas. Cada um escolhe quanto, quando e como fazê-lo. Na minha rotina, escolhi o voluntariado na área de comunicação para instituições de terceiro setor que notadamente desenvolvem um trabalho sério em prol das comunidades mais carentes. E para você, como é?

 

Sandra Veroneze

Jornalista e editora, responsável pela curadoria de conteúdo da Coleção Gestão Pessoal da Editora Pragmatha

Defina seus objetivos e sempre se desafie

 

Há os que acreditam que a força provenha da capacidade física, mas acredito, como Gandhi, que ela venha de uma vontade totalmente indomável.
Todos sabemos dos efeitos benéficos da prática de atividade física para a saúde corporal, mas hoje quero falar, especificamente, dos efeitos positivos para a saúde mental, ou seja, como essa vontade incontrolável nos dá a força necessária para superarmos nossos medos, nossas limitações físicas, auxiliando-nos favoravelmente.

Quando praticar exercícios e cuidar do corpo é uma profissão, tendemos automaticamente a nos cercar de todo um aparato pré-programado para atender nossas necessidades. Contudo, muitas vezes quando não os fazemos profissionalmente, precisamos lançar mão de algo inerente à nossa alma, ou seja, daquela vontade indomável da qual nos fala Gandhi, que independe de nossa aptidão física e que nos faz reunir forças para transpor obstáculos. Por conseguinte, praticar exercícios e cuidar do corpo torna-se uma espetacular e saudável consequência.

É o que notamos ao conversar com Patrick Barzel, um profissional da área de Marketing e apaixonado por corridas de montanha.

Perguntei por quê motivo ele decidiu participar de uma corrida tão exaustiva fora do Brasil, chamada El Origen, propondo-se a correr 80 quilômetros em três dias, mesmo não sendo um atleta profissional. Ele disse: “a minha participação nessa corrida foi para desafiar meu corpo e minha mente (depois de dois anos de mudanças radicais em minha vida) em busca de um objetivo que era a medalha, sabendo que a conquista desse desafio só dependeria de mim e da minha força de vontade. Levo esse desafio, a conquista e a experiência para a minha vida pessoal e profissional”.

Patrick também falou sobre os problemas que enfrentou para conseguir terminar a prova: “no primeiro dia tive os sintomas do Mal da Montanha, que foram náuseas, tontura, raciocínio lento e falta de ar, além do início das bolhas nos pés. No segundo e terceiro dias, o Mal da Montanha não foi tão intenso, mas as bolhas, as dores nos pés e nos joelhos foram bem aflitivas. Nesses momentos, foquei no minuto que estava vivendo e relevei as dores para chegar até o objetivo, que era o pórtico de chegada”.

Com todas essas adversidades superadas, quis saber de onde veio a força necessária para atingir seu objetivo. Ele expôs: “Estava muito bem treinado física e psicologicamente. Sabia que tinha condições de terminar o desafio dos três dias, mesmo cansado e com dores. O meu foco foi na hidratação, na alimentação, no meu corpo e pensar que iria finalizar, mesmo que demorasse algumas horas mais do que o previsto.

Estava tão centrado durante boa parte dos percursos, agradecendo por ter saúde, por estar vivo, por ter pessoas queridas torcendo por mim, tendo a oportunidade de estar em contato com a natureza e em um lugar incrível, que nenhum pensamento negativo ou de derrota me atingia. Foi mágico!”

Finalmente pergunto que conselho daria para as pessoas que desejam praticar uma atividade física como esta, mas muitas vezes são desencorajadas por não serem atletas profissionais. Patrick é categórico: “Não se espelhem nos corredores profissionais. Eles vivem do esporte e têm carreira curta. Se você quer praticar uma atividade física por toda a vida e com saúde, antes de tudo, procure um médico especializado e faça um check-up completo. Após esses exames, inicie a atividade física e procure profissionais para te orientar, como personal trainers ou assessoria esportiva. Defina um objetivo, que seja completar uma corrida de 5 quilômetro, por exemplo e foque nele. A emoção de terminar uma corrida e ganhar a sua medalha é indescritível! Depois de completar esse objetivo, defina outros maiores e sempre se desafie. Essas são formas de você não desistir de treinar, além de manter sua saúde, já que estará sendo assessorado por equipes de profissionais. Esqueça seu tempo em prova no começo. Converso muito com atletas profissionais que de tão focados não curtem a prova, o momento, muito menos o percurso, que dependendo de onde você estiver é lindo! Depois que começar a correr com saúde e feliz, perceberá a mudança que esse esporte fará em seu corpo, em sua vida e nunca mais irá parar”.

Termino esse texto desejando que todos sintam essa vontade indomável, que nos faz prosseguir, não desistir. Essa vontade também me dominou e essa história dividirei com vocês em meu próximo texto, pois como dizia Marxwell Maltz, a felicidade é um bem que se multiplica ao ser dividido.

Paula C. Falcão Pastore
Tradutora e Coautora das obras de Gestão Pessoal da Editora Pragmatha

Pronto! Falei!


Cansei por cansar do fato de ter que reclamar de tudo e todos para parecer conveniente, inteligente, pensamento crítico, visão realista, enfim – essa palhaçada toda que a crítica traz como bom, legal, mas que na maioria das vezes esconde o fato do denegrir o outro, da acusação, da culpabilidade de um ato ou para alguma pessoa, do eu ser o melhor, o erudito e bom.
A crítica cega o fato do defeito intrínseco em quaisquer atividades, do poder da improvisação e da criatividade. A crítica, quando não aliada a um resultado apontado por ela, não significa absolutamente nada, só um status e cobrança indesejada. Por isso, ao meu ver, “crítica positiva” sem mostrar solução e só uma fala inacabada.
Muito pensa-se em respeito humano hoje em dia, em ver o outro de forma integral, o todo, e não as partes. Mas que respeito há se só se vê problemas, sem a busca de soluções? Apontar é fácil, porém seguir e conseguir ver uma luz na trajetória sem pisar nos degraus da crítica se torna quase insuperável.
Quando você cria algo novo, há o desejo de que seja excelente, que auxilie as áreas a verem seus pontos nevrálgicos e impulsione o novo. Mas, às vezes, falta imaginar que o novo talvez não seja aceito nem partilhado da mesma felicidade da criação, o que gera uma grande angústia a quem criou, numa cobrança do que e por quê errou.
Será que de fato há o erro? Há de se pensar no momento de parar com certos bairrismos internos do meu e do teu e fazer algo diferente – compartilhar uma nova forma de alcançar melhorias e soluções.

Juliana Borba
Coach e Coautora dos livros da coleção de Gestão Pessoal da Editora Pragmatha

Você já experimentou um “abraço gêmeo”?

Certa vez ouvi uma amiga separada do marido há muitos anos dizer-me: “Sinto falta de beijar na boca!”. Na época penalizei-me com tamanho desabafo, mas confesso não ter conseguido atingir a profundidade do sentimento de falta ao qual ela se referia.
Porém hoje, com mais tempo para pensar em mim, para interiorizar-me na busca do meu EU, e trabalhar debruçada na essência humana, percebi que também sinto falta, não de beijar na boca, mas sinto falta daquele Abraço!
Abraço em que o silêncio fala por si, aquele momento em que trocamos energia e nossos mais profundos sentimentos, sem nenhum preconceito.
Aquele abraço onde dois viram apenas um, os corações pulsam na mesma frequência acelerada, a respiração é profunda e lenta, mas grita alto em nossos ouvidos.
Segundos em que dois corpos ficam imóveis, colados, sentindo-se um ao outro, passando força e buscando apoio, transmitindo carinho e recebendo gratidão, exalando juntos um calor enorme, mesmo que em suas mãos o suor frio se faça presente.
Neste abraço, não há homem ou mulher, existem duas almas tentando transcender seus corpos em um reencontro divino.
Não sei, mas acho que não acredito em almas gêmeas, mas acredito que existem abraços gêmeos, momentos únicos e inesquecíveis.
Claro que tudo irá depender do que você busca quando está abraçando alguém e, o mais importante, o que você quer passar ao abraçar alguém?
Adoro abraços e adoro comer, vou tentar realizar aqui uma comparação entre ambos: alguns pratos sentimos revolta só de olhar, outros não nos dizem nada (você come apenas para matar sua fome), já alguns têm aparência e cheiro bons, mas existe aquele prato especial, que mesmo antes de começar a comer você já está em estado de graça e salivando!
O abraço é doação, é aceitação, é amar o outro. Abrace para doar sua energia positiva, seu carinho, energia vital!
Mas se não for para isso, então não abrace, apenas aperte a mão, dê um leve sorriso e se vá!
Abraços gêmeos são raros, mas existem e, se você já experimentou um destes, pode se considerar uma alma privilegiada.
Um forte abraço meu para você que leu este texto!

Lorena Fontoura

Coach e coautora das obras de Gestão Pessoal da Editora Pragmatha

Você sabe o que é e como usar a Tríade do Tempo?

Em MBA em Coaching, aprendemos como utilizar esta ferramenta, A Tríade do Tempo, que considero uma chave de ouro e serve para visualizarmos onde nosso coachee esta dispensando seu tempo ao longo do dia.
Dificilmente prestamos a devida atenção de como utilizamos nossas 24 horas diárias, e muitas vezes esta falta de conhecimento nos causa vários incômodos, transtornos e muitas vezes o retrabalho.
Vou resumir para vocês as definições da tríade, descritas aqui em três pontos de destaque: atividades importantes; atividades urgentes; atividades circunstanciais.

Importante
Nesta ampulheta temos todas as atividades que você faz e são realmente importantes na sua vida em curto, médio ou longo prazo, mas você sabe que são prioritárias. Possuem tempo de execução, mas não são urgentes. Costumamos exemplificar como uma consulta médica que você marca com antecedência, mas se você sofrer um AVC passará a ser urgente. Se você cumpriu sua tarefa em tempo determinado, ela não passará a urgentes. Portanto toda tarefa importante que você não cumprir no prazo determinado passa a ser urgente.

Urgente
Nesta ampulheta temos as atividades exigidas fora do previsto ou que o tempo é pouco ou já expirou. São aquelas exigências que chegam de última hora, causando stress e muita pressão. São exemplos: esquecimentos, reuniões de emergência.
Temos o triste hábito de adiar o que é importante, realizando apenas quando se torna urgente.

Circunstancial

Nesta ampulheta ficam todas as atividades desnecessárias ou irrelevantes. Costumam roubar tempo e ações, como email de fofocas, brincadeiras, uso indiscriminado da internet, redes sociais, TV etc.
Percebam, o que é importante e você executou não é urgente, e o que é urgente também não é circunstancial.
Cuidado com o estresse disfarçado de importante!
Para chegarmos aos percentuais de cada ampulheta, realizamos com nosso coachee um questionário simples mas específico e esclarecedor, após somamos as respostas para depois calcularmos os resultados finais.
Lorena Fontoura

Coach e Coautora dos livros de Gestão Pessoal da Editora Pragmatha

O que você faria numa fração de segundos?


O que é um instante? Segundo o dicionário, é algo que está prestes a acontecer, iminente, acontecimento rápido, passageiro, espaço de segundo.
Mas prefiro refletir sobre um espaço de segundo.
O que podemos fazer com um “espaço de segundo”? Nada? Ou tudo?
Tomar uma decisão, desviar de um buraco na calçada, gritar “te odeio” em meio à briga, derrubar nosso perfume preferido, fechar a janela do quarto para não chover sobre nossa cama, cortar o dedo indicador direito. Enfim, muitas atitudes e ações podem ser realizadas em um espaço de segundo.
Um espaço de segundo, define minutos, horas, dias, anos e até uma vida inteira!
Estamos constantemente decidindo nosso destino em espaços de segundo; desde ainda no ventre de nossa mãe, nós decidimos a grande hora! Se vamos levantar ou não da cama, se vamos fazer nossa higiene, que vestimenta usaremos? (atitude de segundo que pode te deixar o dia todo sentindo frio ou calor).
Utilize seu espaço de segundo, mas não despreze seus minutos, horas posteriores, aqueles que decidimos não colocarmos o cinto de segurança e logo após vem a fatalidade ou aquele instante em que você decide seguir seus instintos animais e minutos depois sua ou seu cônjuge lhe flagra em pleno adultério (normalmente segue-se aí uma separação e muita tristeza familiar).
Não sejamos tão pessimistas, temos instantes de decidirmos falar a palavra certa na entrevista de emprego e horas depois somos chamados para a vaga, ou aquele instante em que você reúne todas as suas forças que nem mais acredita existir e vence a tão sonhada maratona, o espaço de segundo do “sim” frente ao padre no altar.
Somos movidos por espaços de segundos. Você pode até contar seu dia pelas horas que o completam, mas suas decisões e seu destino estão amarrados pela linha tênue do instante.
Alguns fios de instantes passam por nós desapercebidos, enquanto outros morrem conosco, ou grudam em nosso pescoço sufocando-nos de tanto em tanto (para lembrar sempre o que você fez daquele instante). Infelizmente (ou não) costumamos lembrar dos nós que sufocam, pois são com eles que aprendemos as maiores lições para vida (aproveitem este nó como laço positivo de ensinamento).
Já os laços mais lindos e soltos, de decisões felizes e assertivas, nos servem para alimentar nosso eu para seguirmos confiantes e com autoestima elevada, na certeza de que cada espaço de segundo será melhor do que o segundo passado e assim sucessivamente por toda nossa vida.
Vale lembrar que os espaços de segundos não voltam, mas você pode e tem o livre arbítrio de ao longo do tempo ir alterando, ressignificando estes nós, tornando-os laços leves e soltos para seu bem viver. Como profissional coach, com formação em programação neurolinguística, costumo trabalhar estes nós sufocantes com meus clientes, com resultados muito favoráveis.
Pensar antes de cada segundo de instante sobre suas decisões o deixará ao longo da vida com mais laços que nós, pois lembre-se que o instante é seu, as consequências são dos seus!

Lorena Fontoura
Coach e Coautora dos livros de Gestão Pessoal da Editora Pragmatha

O que realmente é o processo de coaching?


Ouve-se muito falar sobre Coaching: “Contrate um Coach e tenha sucesso garantido”, “Potencialize-se fazendo Coaching”.
Nos dias atuais as mídias e redes sociais estão falando muito sobre o assunto, mas você sabe realmente qual a proposta deste processo ou quando você deve utilizar-se dele? Coach é o profissional da área e coachee é o seu cliente (você), enquanto coaching é o processo em si.
Antes de falar sobre o processo, deve ficar claro que coaching não é terapia, pois não se trabalha com problemas do seu passado (há profissionais especializados para tais fins, como psicólogos e psiquiatras). Também coaches não são treinadores, como a tradução da palavra nos dá.
Coaching é um processo com início meio e fim, onde exerce-se uma relação de confiança com o coachee. Trabalhamos como facilitadores no desenvolvimento do autoconhecimento do nosso cliente, estimulando e potencializando suas habilidades capacidades e competências para atingir seu objetivo.
É um processo de reflexão e interiorização, pois durante as sessões (que variam de oito a dez), e de comum acordo, serão traçadas metas alcançáveis e planos de ação para semana, todas direcionadas ao objetivo final.
O profissional utiliza-se de inúmeras técnicas e ferramentas, entre elas, as “perguntas poderosas”, que na verdade são perguntas comuns, curtas e simples, porém que contam com as competências deste profissional em formulá-las assertivamente no momento oportuno, somando habilidade de uma escuta ativa e seu conhecimento da essência humana.
Coachs, como no meu caso, em Formação em PNL (Programação Neuroliguística), dispõem de mais recursos e técnicas para utilizar durante o processo. Também podemos ressignificar crenças limitantes e fazer uso da hipnose se necessário for.
O processo de Coaching envolve etapas, bem como nosso coachee:
Processo / Coachee
1 – Conversa, conhecimento e aprovação / Vontade
2 – Seleciona dados, agregar significado / Identificação
3 – Identifica Crenças limitantes / Conscientização
4 – Faz suposições sobre itens anteriores / Capacidade e garra
5 – Chega à conclusão / Dedicação
6 – Toma decisão / Persistência
7 – Divide metas atingíveis / Disciplina
8 – Empreende a ação / Superação
9 – Atinge objetivo desejado / Vitória

Perceba que o caminho é trilhado pelo coachee, cabe ao profissional acompanhar seu avanço no processo, que foi previamente acordado entre ambos nas sessões. Cabe a nós, coachs, maximizar o desempenho para que nosso cliente liberte seu potencial e autoestima, provocando uma onda motivacional constante no processo.

– Você está sendo promovido, mas sente-se inseguro de corresponder às expectativas? O coach ajudará você a resgatar a sua autoestima e pontencializar suas habilidades, ressignificando suas crenças limitantes.

– Você tem como objetivo falar em público, mas é tímido e tem medo (todos nós temos)? O coach, com suas técnicas e ferramentas, irá ajudá-lo a superar suas limitações. Se quiser, poderá chegar a ser um palestrante;

– Você que está em um cargo de liderança, mas teme não ser bem-sucedido e aceito pelos liderados? O coach, com formação em PNL, saberá maximizar teu potencial para uma liderança de sucesso, com empatia entre outras habilidades.

Você se sente meio perdido no caminho, na profissão ou nos estudos? O coach saberá facilitar seu desenvolvimento na busca do autoconhecimento.

Você já passou dos 50 anos ou está aposentado e sem perspectiva de futuro a curto prazo? O coach com suas técnicas e PNL o ajudarão a resgatar sua autoestima e motivação para novos prazeres.

Existem muitas especialidades no mercado relacionadas ao coaching. Mencionei as que trabalho, mas há coaching para emagrecimento, para finanças, para executivos etc. Agende uma sessão (costumo fazer a primeira gratuitamente), e juntos iremos identificar qual especialidade você está necessitando neste momento e siga em frente, porque o futuro é belo e brilhante para aqueles que se desenvolveram como seres mais humanos de bem e valor!

Lorena Fontoura
Coach e Coautora das obras de Gestão Pessoal da Editora Pragmatha

Aceito ou compreendido, você sabe a diferença?


Ser amado todos nós desejamos e sabemos exatamente (ou quase) o que é amor, mas você sabe o que significa efetivamente ser aceito? Conhece a diferença entre ser aceito e ser compreendido? Vamos à nossa reflexão de hoje.
Você consegue ser aceito, mas pode não ser compreendido, pois aceitar é consentir algo ou alguém de maneira voluntária e sem oposição.
Antes de querer ser aceito, lhe pergunto: você se aceita como é? Se você sabe conviver com seus erros do passado, fazendo deles aprendizado para o presente, encara o futuro com oportunidade de crescimento e felicidade. Então sua resposta é afirmativa, você se aceita como é.
E o outro, você aceita? Se não tolera erros e equívocos, sem enxergar o bem dos comportamentos ou ações, sua resposta é “não”! Prefiro acreditar que você respondeu “sim”.
Aceitarmos o próximo, é quando nos sentimos à vontade ao seu lado, quando e reconhecemos como semelhante e queremos dividir com ele o universo, quando reconhecemos sua existência humana.
Aceitar é difícil, no entanto é ainda de longe mail fácil que a compreensão. Para você compreender o outro é preciso mergulhar no universo da pessoa, requer uma análise, reflexão na busca em saber quais razões, motivos, medos, alegrias, dúvidas, frustrações que o tornaram tão humano quanto você.
A compreensão é uma imersão maior na individualidade do outro, exige um profundo senso de humanidade e compaixão. Portanto, ser compreendido está muito além de ser aceito. Enquanto a aceitação reconhece a condição humana, a compreensão reconhece alguém como Ser humano, mas também as razões, motivos, medos, alegrias, dúvidas, frustrações que o tornam humano igual a você.
Para compreender o outro, antes é necessário que você se aceite e se compreende, em outras palavras, que você tenha um grau elevado de autoconhecimento, de desenvolvimento humano e inteligência emocional ampliada, reconhecer sua missão de vida, antes de buscar compreender o outro.
Os processos de coaching facilitam sua compreensão de si, com ferramentas e técnicas específicas que impulsionam para o autodesenvolvimento, autoconhecimento e amplia sua inteligência emocional consideravelmente.
Como coach, sonho com o dia em que nossos sucessores aprendam nas escolas a trabalhar, identificar e controlar suas emoções, ampliando o autoconhecimento para olhar com olhos de bondade, carinho e amor ou próximo!
E então vocês devem estar se perguntando: mas e quanto ao amor?
O amor aceita, compreende e ainda examina semelhanças, diferenças, busca admiração, identifica a química da atração. São frações de segundos que faz você querer estar perto daquela pessoa ou seu animal de estimação, até mesmo aquele beija-flor que todas as manhãs vem nas flores do seu jardim.
O amor é uma emoção sublime à compreensão humana, pois é divino. Existem muitas formas de amor, e todas valem a pena.
A emoção amor, está conosco a todo instante, e de todas as maneiras.

Lorena Fontoura
Coach, coautora das obras de Gestão Pessoal da Editora Pragmatha

Certezas


Nem tudo são certezas na vida: a profissão, os relacionamentos, alguns conceitos, alguns “pré-conceitos”. Bem, na verdade, há mais incertezas do que certezas. E nessa incerteza é normal perdermos o foco no que faz bem, no que faz feliz, pelo conceito do ter: ter diploma, ter o melhor carro, viajar o mundo inteiro, a melhor casa, ter dinheiro, ter sucesso, fama!
Também é comum perder a prioridade nas nossas próprias escolhas, como se dela não tivéssemos mais domínio: como se a família, os amigos, os filhos, o emprego mudassem a nossa essência. De fato há mudanças indiscutíveis, mas às vezes é hora de retroceder e buscar a essência interior, buscar a felicidade no trajeto e reavaliar o caminho até ali: se as escolhas que estou fazendo me fazem feliz, se estou desempenhando meu melhor papel, minha missão de vida, os sonhos que tanto almejo.
Não podemos culpar, ou melhor, responsabilizar alguém pelas nossas escolhas. Elas são nossas, independentemente dos frutos que elas geram. Portanto, dizer ao filho ou ao marido/esposa que não chegou aonde gostaria porque estão na sua história ou porque de algum modo impediram a conquista do sonho idealizado é mera hipocrisia. Temos que ser protagonistas da nossa própria trajetória, ter fé e fazer o melhor para conquistar aquilo que se almeja, e principalmente curtir o caminho, que muitas vezes não é o esperado, mas pode ter sido o que mais se viveu.
Sempre tento pensar o quanto de fato estou vivendo o momento presente, a certeza, e não a incerteza do ter, ou do planejamento futuro ideal, para a conquista de algo, e nesse ínterim me pego a respirar o futuro e viver muito pouco o presente, este o único de fato eu tenho. A vida passa, mudanças vêm e certeza quase alguma nos cerca, a não ser a nossa fé, que está ligada ao ser e não ao ter. Portanto seja feliz, e faça acontecer na sua história, não espere pelo amanhã ou pelas oportunidades, realize sua vida da melhor maneira!

Juliana Borba Soares
Coach e Coautora das obras de Gestão Pessoal da Editora Pragmatha