Buscamos a melhor versão de nós mesmos

A primeira vez que ultrapassamos a fronteira do ignorar > saber experimentamos uma carga imensa de adrenalina, prazer e felicidade. Algo de espantoso acontece quando conquistamos uma oitava a mais de nós mesmos, seja em algum conhecimento, seja em alguma habilidade.

Você lembra da sensação que experimentou quando conseguiu dar a volta na quadra sem cair da bicicleta; a primeira vez que entendeu um texto inteirinho em um idioma novo; a primeira vez que fez um bolo sem queimar ou abatumar; a primeira vez que se apaixonou – tudo isso assinalando que havíamos encontrado uma nova e melhor versão de nós mesmos?

Parece haver em nós uma pré-disposição para a evolução. Tanto é assim que a faceta contrária (o não conseguir) causa uma imensa frustração. Estamos sempre com maior bem-estar subjetivo quando nos acompanha a sensação de ‘passar de fase’. Às vezes vamos atrás desse desafio, desenhando sonhos e metas; outras a vida os traz, normalmente travestidos de alguma dificuldade para nos provocar até que demonstramos, sim, que podemos.

Buscar a melhor versão de nós mesmos pode ser algo a ser vivido conscientemente, dia a pós dia, testando limites, buscando novas fronteiras, deixando fragilidades para trás, auspiciando novos níveis de realização. Nossa existência é rica em possibilidades, prontas para serem exploradas.

Buscar a melhor versão de nós mesmos… Este é o desafio.

Sandra Veroneze  |  Saber-se

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