A tênue linha entre o real e o virtual

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Com o avanço significativo da internet e seus aplicativos de relacionamento, a linha tênue entre o que é real e o que virtual tem se tornado um tema importante para pais e educadores.
Passamos a compreender a tecnologia como um instrumento indispensável em nossas vidas. Contudo, é importante frisar que mesmo com todo esse avanço é necessário que as interações sociais aconteçam, pois são elas que determinam e constroem em nós o senso de responsabilidade e frustração. Frustração essa que é determinante para que se possa ter consciência de que aquilo que eu quero/que eu posso é muito diferente, e depende do comprometimento e planejamento. Esse limite imposto por situações que não podemos controlar é potencializador se queremos buscar caminhos que nos levem ao nosso objetivo. Na vida virtual, esse caminho não acontece, a frustração não acontece, tudo é imediato e instantâneo.
Portanto, o aprendizado advindo das frustrações nem sempre é negativo, se acreditarmos que algo melhor nos será dado em troca. Agora, se escolhermos viver uma vida de fantasia, como é o caso do mundo virtual, teremos grande chance de, ao nos relacionarmos forçosamente com o mundo real, desenvolver algum sintoma/síndrome, como depressão, ansiedade, transtorno do pânico e, em casos muito complexos, o suicídio. Nesse sentido, é necessário que pais e educadores, em seus lares e na escola, possam alertar seus filhos sobre o mundo virtual e seus perigos. A melhor maneira de viver uma vida feliz é aquela onde o anonimato acontece.
Claudia Luisa Brand, psicóloga

 

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