A Filosofia, enquanto remédio existencial, é para você? Faça o teste.

Por Sandra Veroneze

1. Você gosta de conhecer várias opiniões sobre um determinado tema antes

de definir sua posição?

2. Você aprecia o exercício da observação e da reflexão acerca da vida?

3. Você acredita que podem coexistir muitas verdades?

4. Você muda de opinião sob o efeito de bons argumentos?

5. Quanto mais você estuda e investiga, mais chega à conclusão de que pouco

sabe?

Se você respondeu sim a uma ou mais dessas perguntas, ouso afirmar que,

sim, talvez a filosofia possa ser um remédio existencial para você. Por remédio

existencial entende-se tudo que é capaz de produzir bem-estar subjetivo, sem

a utilização de psicofármacos. É a farmácia da vida. Exemplos: um final de

tarde no parque, com o pé na grama, pode reduzir os níveis de ansiedade. Um

encontro com amigos em uma cafeteria pode trazer alegria. Uma tarde de

atualização de estudos pode trazer tranquilidade para enfrentar a

concorrência no mercado de trabalho. A leitura de um livro pode qualificar o

tempo livre nas quartas à noite, antes tão entregue à solidão.

E por que, nesse contexto, a filosofia pode ser um remédio existencial? Muitas

vezes, ler sobre um assunto tira dúvidas, amplia a visão e aplaca nossas

inquietações sobre um determinado tema. E sobre inquietações humanas,

desde o medo até as emoções mais sutis, os filósofos têm se debruçado desde

muito tempo. Que dores você sente? Sobre elas, quem escreveu até o

momento? Talvez você encontre as melhores, ou pelo menos muito boas

respostas na filosofia.