Sentido da vida está relacionado aos períodos de ócio

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Hoje em dia tem aumentado o número de profissionais com uma grande necessidade de dar sentido aos seus trabalhos e às suas vidas. Normalmente, vivem um dia a dia cheio de tarefas, obrigações e responsabilidades, tanto profissionais quanto familiares. Recusam-se a parar, porque nossa sociedade os obriga a produzir, ter, possuir e acumular mais e mais. Quando empregados, qualquer tempo livre é sinônimo de falta de compromisso com a empresa ou com o negócio que esteja realizando. Quando em transição de carreira, sentem uma enorme obrigação de arranjarem alguma atividade rapidamente. No entanto, dentro de seus íntimos, sentem um desejo de fazer algo diferente, encontrar mais alegria nas suas tarefas e viver uma vida com mais sentido. Esse desejo de dar mais sentido às suas vidas pode ser alcançado com uma profunda reflexão e com a escuta das próprias vontades. É aqui que entra o ócio, o não fazer nada, apenas relaxar e curtir o estado de inércia física ou intelectual. O professor e sociólogo italiano Domenico de Masi, na década de 90, em seu livro “O Ócio Criativo”, demonstrou que a realização pessoal e o sentimento de alegria aumentam a criatividade e o potencial imaginativo, fazendo com que o indivíduo pense diferente, crie novas possibilidades, desenvolva um produto ou uma ideia nova. Nesse período de ócio, a pessoa encontra mais sentido.

Eu acredito que as pessoas felizes consigo mesmas são aquelas que amam o que fazem, se orgulham de suas trajetórias profissionais e de vida, e respeitam seus limites e vontades. Sendo assim, nesses contatos com o não fazer nada, as próprias competências se fortalecem, outras são adquiridas e a gente cresce. Para entender o que faz sentido, é necessário mergulhar no mais profundo eu, conhecer-se e, dentro do coração, entender quais são os valores, crenças, necessidades, perspectivas e significados. Só quem realmente se conhece é capaz de reconhecer o verdadeiro legado que  quer deixar para sua família, amigos, colegas e para a humanidade. Carolina Mirabeli, psicóloga. 

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